Com divisão de celulares em crise, LG lança novo modelo 4G

segunda-feira, 10 de outubro de 2011 11:14 BRT
 

SEUL (Reuters) - A LG Electronics, terceira maior fabricante mundial de celulares, lançou nesta segunda-feira um novo smartphone que opera na veloz rede sul-coreana de telefonia móvel de quarta geração (4G), como parte de seus esforços para recuperar sua unidade de celulares, que enfrenta prejuízos.

O Optimus LTE vai enfrentar a versão 4G que a Samsung lançará de seu modelo Galaxy S, e o novo iPhone da Apple, que opera em redes 3G convencionais, na crucial temporada de festas de final de ano.

O novo modelo de ponta surge depois de cinco trimestres consecutivos de prejuízos da LG em sua divisão de celulares; a companhia deve reportar novo prejuízo, ainda maior, para o terceiro trimestre, devido à falta de modelos atraentes.

A LG vem demorando mais que os rivais para concentrar suas atenções em celulares inteligentes, e a escala menor de suas operações a impediu de lucrar com a alta na demanda por celulares mais baratos.

A empresa agora espera que sua entrada antecipada no segmento 4G a ajude a retomar o crescimento.

"O Optimus LTE é nosso produto mais ambicioso, mobilizando nossas tecnologias LTE e de telas", disse Na Young-bae, vice-presidente sênior encarregado do marketing da LG na Coreia do Sul, a jornalistas.

O modelo, com tela de 4,5 polegadas e alta definição, tem câmera traseira de oito megapixels e câmera frontal de 1,3 megapixels. Conta com um chip Qualcomm de núcleo duplo e 1,5 GHz de velocidade e com uma nova versão do sistema operacional Google Android.

Os recursos do aparelho são semelhantes aos do Samsung Galaxy S II LTE.

"Esse produto, isolado, não bastará para que a LG obtenha melhora dramática em sua receita, mas é prova de que a empresa tem capacidade de reduzir seu atraso diante da Samsung em termos de hardware e software, e de que é capaz de criar produtos atraentes," disse Woo Chang-hee, analista na LIG Investment & Securities.

"As operações de telecomunicações mostrarão melhoras graduais, com embarques mais elevados e custos reduzidos, e no ano que vem eles sairão do vermelho", acrescentou.

(Reportagem de Miyoung Kim)