Economia e setor móvel devem ofuscar resultados do Google

terça-feira, 11 de outubro de 2011 14:48 BRT
 

Por Alexei Oreskovic e Alistair Barr

SAN FRANCISCO (Reuters) - A economia fraca e as dúvidas sobre a estratégia do Google para smartphones estão entre as preocupações de investidores com as quais o presidente-executivo da empresa, Larry Page, terá que lidar quando a gigante da Internet divulgar seu balanço financeiro na quinta-feira.

O negócio principal do Google, a venda de publicidade exibida junto aos resultados de buscas, parece estar se mantendo firme em meio às dificuldades macroeconômicas, incluindo a crise da dívida na Europa e a alta taxa de desemprego nos Estados Unidos.

Mas investidores têm ficado nervosos quanto às previsões do Google, que gerou 96 por cento de sua receita com publicidade no ano passado. Sua ação chegou a cair 13 por cento desde o fim de julho para 542 dólares nesta terça-feira.

"Todos estão se preparando para outro período de recessão, e isso poderia ter impacto nos gastos com anúncios no segundo semestre do ano", disse Mike Hickey, analista da National Alliance Capital Markets.

A incerteza quanto à economia é apenas um de diversos fatores que vêm pesando sobre as ações da dona do maior mecanismo de buscas do mundo. Órgãos antitruste dos Estados Unidos e da Europa estão investigando as práticas de negócio do Google, e a companhia está gastando mais para contrabalançar a pressão exercida pela competição, representada por Facebook e Apple.

Desde que Page assumiu o cargo de presidente-executivo em abril, ele fez várias grandes apostas, incluindo o lançamento da rede social Google+ e a aquisição da fabricante de aparelhos móveis Motorola Mobility por 12,5 bilhões de dólares.

O acordo deixou alguns investidores em dúvida quanto a seus benefícios, uma vez que o Google não possui experiência no setor de hardware, cujas margens são baixas.

"Estamos confusos em entender por que o Google não simplesmente licenciou ou adquiriu o portfólio de patentes da Motorola em vez de adquirir toda a companhia", afirmou Scott Devitt, analista do Morgan Stanley, em nota a investidores.