Cresce apoio por reestruturação da RIM, diz acionista

terça-feira, 11 de outubro de 2011 15:58 BRT
 

TORONTO (Reuters) - Um número crescente de investidores da Research In Motion (RIM) movimenta-se nos bastidores pela venda ou a divisão da companhia que fabrica os smartphones BlackBerry e quer uma nova "liderança transformadora" em seu comando, de acordo com um acionista que lidera o movimento por mudanças.

A Jaguar Financial disse nesta terça-feira que os titulares de pelo menos 8 por cento das ações estão por trás de da campanha pela reorganização, e que o percentual poderia ser ainda maior, à medida que mantém conversas com mais acionistas institucionais sobre forçar um diálogo com a empresa canadense.

As ações da RIM têm se desvalorizado neste ano, já que a empresa tem perdido mercado constantemente para dispositivos fabricados pela Apple ou pelos aparelhos com o software Android, do Google <GOOG.O), levantando questionamentos sobre a direção e a liderança da empresa.

"Todo mundo apóia a venda da RIM ou uma outra transação criativa... como dividir a empresa em diferentes empresas públicas --uma empresa de rede, uma empresa de dispositivos, e uma companhia de patentes", disse o presidente executivo da empresa, Vic Alboini, à Reuters nesta terça-feira.

O Jaguar, banco canadense cujo alvo são companhias com desempenho abaixo do mercado, deseja que a RIM contrate um novo presidente-executivo para substituir os atuais co-presidentes Mike Lazaridis e Jim Balsillie, e coloque a si mesma à venda, seja em partes ou inteiramente.

Com o apoio de 8 por cento dos acionistas, o Jaguar pode exigir um encontro de acionistas, afirmou Alboini, elevando a pressão para que a diretoria e a administração da RIM atuem para resolver tais preocupações.

Alboini tem um histórico de brigas públicas com diretorias de empresas muito maiores que a sua.

A RIM disse em seu encontro anual em julho que detentores de mais de 90 por cento de suas ações com direito a voto tinham apoiado a reeleição de uma série de diretores, incluindo os co-presidentes-executivos, que também são os dois maiores acionistas da empresa.

A RIM não pode ser contatada para comentar o assunto imediatamente.