12 de Outubro de 2011 / às 23:28 / em 6 anos

Problemas com BlackBerry irritam executivos nos EUA

Por Paritosh Bansal

NOVA YORK (Reuters) - Um alto executivo de um banco de investimentos de Wall Street passou a manhã de quarta-feira enviando emails pelo seu BlackBerry. E os emails passaram a manhã toda voltando.

“É uma dessas coisas --você não percebe quão importante é respirar até um dia não conseguir mais”, disse o executivo de Nova York, que pediu anonimato por não estar autorizado por seu banco a falar sobre o assunto.

Ele é um dos milhões de usuários do BlackBerry em várias regiões do mundo que foram afetados por problemas no serviço nos últimos três dias. Na quarta-feira, foi a vez dos usuários do popular aparelho na América do Norte enfrentarem transtornos.

Os manda-chuvas de Wall Street e outros profissionais que tendem a passar mais tempo no BlackBerry do que talvez com suas famílias ficaram irritados com a interrupção do serviço.

O fato pode levar mais empresas e escritórios de advocacia a começarem a usar aparelhos rivais, como o iPhone, da Apple, ou smartphones equipados com o sistema Android, do Google. E isso seria uma péssima notícia para a Research in Motion, fabricante do BlackBerry, que já vem perdendo participação no mercado.

O escritório de direito DLA Piper, com 4.200 advogados no mundo todo, está acelerando suas discussões sobre adotar o iPhone ou celulares com o Android, segundo Don Jaycox, diretor de informação da empresa.

“(O defeito do BlackBery) colocou isso na berlinda”, disse Jaycox. “Vai levar mais gente a optar por outras escolhas”.

Vários bancos de Wall Street já permitem que seus empregados usem outros equipamentos para acessarem as redes das empresas.

O Credit Suisse disse neste ano que autorizaria o uso de equipamentos da Apple e de celulares Android. O Barclays Capital já permite que alguns empregados usem iPhones e iPads. O Standard Chartered trocou o BlackBerry pelo iPhone para muitos usuários há vários meses.

No Sagent Advisors, um banco de investimentos independente em Nova York, 10 a 15 por cento dos usuários já passaram para o iPhone, e um número semelhante adotou equipamentos com sistema Android.

A Research in Motion avisou seus clientes sobre o problema nas Américas, e disse estar trabalhando para restaurar os serviços. A empresa não estava imediatamente disponível para comentar esta reportagem.

Reportagem de Paritosh Bansal e Leigh Jones em Nova York e Victoria Howley em Londres

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