13 de Outubro de 2011 / às 17:43 / em 6 anos

Foxconn terá 2 fábricas de telas no Brasil--ministro

Por Hugo Bachega

BRASÍLIA (Reuters) - A Foxconn terá duas fábricas de telas no Brasil e já possui parceiros nacionais, disse nesta quinta-feira o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, sem revelar prazos e a localização de ambas as unidades.

O ministro reiterou ainda que a companhia taiuanesa iniciará a produção do iPad, o computador tablet da Apple, em dezembro, mesmo sob suspeitas de que o projeto pode demorar para sair do papel.

“As duas fábricas (novas) são na área de display (telas). Nós estamos buscando concluir a negociação da primeira fábrica, mas serão duas”, disse Mercadante a jornalistas após reunião com o presidente-executivo da Foxconn, Terry Goue, e a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Segundo ele, a construção da primeira fábrica estará associada à segunda planta. Seis Estados --não revelados-- brigam para sediar as unidades, que não necessariamente serão em dois Estados diferentes.

A expectativa é iniciar a fabricação dos produtos antes da Copa do Mundo de 2014, a ser disputada no Brasil. Somente quatro países no mundo produzem telas sensíveis ao toque, nenhuma delas no Ocidente, disse Mercadante.

O ministro afirmou ainda que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é indispensável para o projeto.

“Estamos falando de bilhões de dólares. Vamos aguardar a conclusão da negociação. Tem parceiros nacionais que estamos conversando. Evidentemente o BNDES é indispensável nessa operação e tem participado de todas as negociações”, afirmou o ministro.

Gou reafirmou que a Foxconn investirá 12 bilhões de dólares no país nos próximos quatro e seis anos e disse que contará com parceiros locais, mas não forneceu detalhes.

DÚVIDAS

Mercadante disse anteriormente que um dos principais problemas para a implantação da fábrica de iPads era encontrar um sócio brasileiro capacitado.

“A negociação é bastante complexa, as condições de estrutura, tecnologia, energia, logística, é muito complexo”, disse o ministro no fim de setembro em São Paulo.

Além disso, ainda é necessário resolver questões como logística, energia e mão de obra. O projeto para a fabricação local do iPad havia sido inicialmente anunciado para julho, mas foi atrasado para novembro e depois para dezembro.

Mas tanto Gou quanto Mercadante mantiveram a previsão de iniciar a montagem do dispositivo no último mês do ano na fábrica da empresa em Jundiaí, interior do Estado de São Paulo.

Uma fonte do governo disse à Reuters no fim do mês passado que “as negociações (entre governo e Foxconn) estão muito difíceis, e o projeto para o iPad brasileiro é uma dúvida”.

A fonte acrescentou que a empresa está fazendo forte pressão por incentivos fiscais e outros tratamentos especiais.

Ao mesmo tempo, Dilma sancionou na terça-feira a lei que inclui os tablets no regime que dá incentivos fiscais para produção de bens de informática.

A inclusão dos tablets na chamada “Lei do Bem” permite que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) baixe nestes produtos de 15 para 3 por cento. Além disso, a alíquota do PIS/Cofins cai de 9,25 por cento para zero.

Sob este regime de incentivos, empresas como Samsung, Motorola e Positivo Informática já iniciaram suas operações de montagem de tablets.

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