Fãs formam filas para garantir último iPhone de Steve Jobs

sexta-feira, 14 de outubro de 2011 09:53 BRT
 

Por Mayumi Negishi e Michelle Martin

TÓQUIO/LONDRES, 14 de outubro (Reuters) - O novo iPhone da Apple foi colocado à venda em lojas de todo o planeta nesta sexta-feira, o que levou milhares de pessoas a formar filas de quarteirões de extensão a fim de adquirir o último aparelho lançado pela empresa quando Steve Jobs era vivo.

Filas ocuparam as ruas de Sydney, Tóquio, Londres, Paris e Munique, com fãs reunidos para comprar o iPhone 4S, antes que começassem as vendas na América do Norte.

"Sou fã, um grande fã, e desejo algo que me lembre Steve Jobs," disse Haruko Shiraishi, que esperava pacientemente, com seu cachorrinho Miu, no final de uma fila de oito quarteirões de extensão no elegante bairro comercial de Ginza, em Tóquio.

O novo modelo se parece com o iPhone 4, mas conta com câmera aperfeiçoada, processador mais rápido e um software controlado por voz --muito elogiado-- que permite que os usuários façam perguntas ao aparelho.

"É como se o celular fosse seu secretário pessoal," disse Shane Gray, 42, em Sydney.

O celular, apresentado um dia antes da morte de Jobs, foi inicialmente considerado uma decepção porque não trazia nada de revolucionário em seu design, mas as resenhas muito positivas, que destacam principalmente o software "Siri" de comando por voz, ajudaram a estabelecer um recorde de encomendas online pré-venda.

Tim Cook, presidente-executivo da Apple, e os diretores da companhia esperam que o primeiro aparelho a chegar ao mercado sem a presença do visionário líder da empresa os proteja do desafio cada vez maior contra rivais como a Samsung Electronics.

A empresa sul-coreana, grande rival da Apple com celulares inteligentes acionados pelo sistema operacional Google Android, espera ter alcançado o posto de maior vendedora mundial de smartphones pelo critério de volume no terceiro trimestre.

"Jobs tornou tudo melhor e os produtos que ele lançava eram calculados nos mínimos detalhes," disse Duncan Hoare, em Londres, depois que a abertura da loja foi saudada com gritos.