ANÁLISE-Empacotamento de serviços acirra disputa em telecom

quarta-feira, 19 de outubro de 2011 17:32 BRST
 

Por Sérgio Spagnuolo

SÃO PAULO (Reuters) - Sob o pano de fundo da expansão das redes e do maior poder aquisitivo dos brasileiros, a busca por consumidores de telecomunicações deve ser ainda mais ferrenha à medida que as companhias do setor se voltam para o empacotamento de ofertas de serviços.

Se por um lado isso pode apertar as históricas boas margens do setor, ajudará na fidelização de clientes e no ganho de escala de vendas.

Os pacotes de serviços do setor não são novos no Brasil, principalmente com o chamado "Triple Play" (telefonia fixa, banda larga fixa e TV paga).

Agora, porém, com a aprovação do projeto de lei 116 em setembro, as operadoras estão avançando ainda mais para a convergência. A nova legislação permite que empresas estrangeiras e de telecomunicações tenham o controle de negócios de TV por assinatura.

"Isso (oferta de multisserviços) não começou agora, mas teve uma escalada agora", afirmou o analista Valder Nogueira, do Santander. "As empresas foram para a próxima fase de empacotamento."

O cenário de convergência deve esquentar ainda mais uma disputa por mercado já forte entre dois gigantes do setor, a Telefônica Brasil, controlada pela espanhola de mesmo nome, e as empresas que respondem ao grupo América Móvil, do bilionário mexicano Carlos Slim.

Diferentemente de outras companhias do setor no Brasil interessadas em empacotar serviços, notou um analista, os dois grupos, além de possuírem uma boa rede, têm os principais produtos da cadeia de telecomunicações --telefonia fixa e móvel, banda larga fixa e móvel e TV paga.

"No Estado de São Paulo certamente deve acontecer", disse um analista do setor que preferiu não se identificar.   Continuação...