Intel quer esforço da indústria por menores preços de ultrabooks

terça-feira, 25 de outubro de 2011 09:51 BRST
 

Por Clare Jim e Argin Chang

TAIPEI (Reuters) - A Intel está confortável com os preços dos chips no momento, e trabalha com seus fornecedores e os fabricantes para reduzir o custo de seus novos laptops ultrafinos, conhecidos como ultrabooks, que considera vitais para reanimar o segmento de computadores tradicionais diante do desafio dos tablets.

A companhia estima que os ultrabooks, equipados com processadores Intel e parecidos com o MacBook Air, da Apple, devam responder por 40 por cento do mercado de computadores pessoais até o final do ano que vem.

"É uma meta desafiadora... e para que ela seja atingida é preciso que o preço caia," disse Navin Shenoy, vice-presidente de vendas e marketing da Intel na região Ásia-Pacífico, em entrevista à Reuters nesta terça-feira.

Analistas afirmam que o preço dos ultrabooks precisa cair ao patamar de 699 dólares que os notebooks mantêm no momento. O mais recente modelo da Acer está sendo vendido por 899 dólares.

"Chegará o momento em que teremos de atingir esse preço, mas não precisa acontecer do dia para a noite. Reduzir os custos de um produto requer tempo," disse Shenoy, em referência ao preço de 699 dólares.

E o esforço precisa ser colaborativo, acrescentou ele.

"É preciso que mais trabalho aconteça em toda a cadeia. Mesmo que distribuamos chips de graça, não seria possível atingir esse preço sem a colaboração do restante do setor."

Ele acrescentou que os ultrabooks estão protegidos contra a ameaça de uma escassez de componentes no setor em função das inundações tailandesas, que paralisaram metade da produção mundial de discos rígidos, porque os ultrabooks empregam drives SSD e não discos rígidos.   Continuação...