ANÁLISE-Queda na VUM deve ter efeito moderado para teles

sexta-feira, 28 de outubro de 2011 16:49 BRST
 

Por Sérgio Spagnuolo

SÃO PAULO (Reuters) - As novas regras de corte para a taxa de interconexão cobrada pelas empresas celulares das operadoras fixas (VUM) devem ter efeito mais moderado do que o previsto para as companhias de telefonia móvel, avaliaram analistas e representantes do setor.

Na quinta-feira, o Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações aprovou o regulamento que estabelece novas regras de reajuste para a tarifa de chamada fixo-móvel (VC).

A nova regulamentação deve ter impacto financeiro e concorrencial para as principais companhias de telefonia móvel --TIM, Oi, Vivo e Claro-- à medida que reduzirá a VUM (um componente da VC).

Contudo, esse impacto deve ser menor do que o esperado, porque a Anatel foi menos agressiva na nova política de reajustes, avaliaram analistas.

"Os cortes propostos são definitivamente mais suaves do que algumas estimativas mais pessimistas que circulavam no mercado", escreveu em nota Carlos Sequeira, analista do BTG Pactual.

"Eles são ainda menos agressivos do que a equipe técnica da Anatel havia sugerido um tempo atrás", complementou o analista. "Além disso, comparado com cortes feitos em outros mercados da América Latina (como 60 por cento no México, em junho, e 50 por cento na Colômbia, há alguns anos), a Anatel optou por movimentos realmente graduais".

Inicialmente, a área técnica da Anatel sugeria uma redução de 20 por cento na VUM no primeiro ano (2012) e mais 20 por cento no segundo, mas esse número será de 13,6 e 9,5 por cento, respectivamente. Até 2014, a redução gradual estipulada pelo Conselho da Anatel será de 27 por cento.

O reajuste da VC deve começar a valer a partir de março de 2012 e representará ganhos de cerca de 45 por cento aos consumidores até 2014, segundo a Anatel.   Continuação...