China fecha 50 microblogues por pornografia e vulgaridade

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 10:14 BRST
 

PEQUIM (Reuters) - A China fechou 50 microblogues por distribuir pornografia e divulgar "conteúdo vulgar", disse a mídia estatal nesta segunda-feira, no momento em que o governo aumenta seu monitoramento da Internet.

"Os microblogues foram fechados por violações que incluem imagens e vídeos pornográficos, informação sobre prostituição, além de propaganda ilegal para drogas e produções relacionadas a sexo", disse a agência estatal de notícias Xinhua.

"Membros do público denunciaram os microblogues, que então foram investigados e fechados pelas autoridades", acrescentou a agência, citando uma autoridade não-identificada de um dos reguladores de internet do país, o Departamento Estatal de Informação na Internet da China.

O governo pediu um policiamento mais rigoroso dos microblogues populares no país, semelhantes ao Twitter, que têm mais de 200 milhões de usuários na China. Sites criados no próprio país também têm sido usados como arenas para a discussão pública sobre políticas e escândalos do governo.

A difusão da pornografia e de material vulgar tem sido eficazmente contida desde a repressão contra a pornografia na Internet ou em telefones celulares lançada em 2009, disse a Xinhua.

"Autoridades continuarão a tomar medidas para diminuir os novos canais usados para espalhar pornografia e materiais vulgares."

A agência não divulgou mais detalhes.

Os microblogueiros da China mostraram seu potencial em uma série de recentes escândalos do governo, particularmente em uma manifestação de indignação online após o acidente de um trem-bala em julho que matou 40 pessoas. Os microblogueiros lideraram as críticas contra os relatos evasivos das autoridades ferroviárias sobre o desastre.

A mídia estatal chinesa exigiu que as empresas, reguladoras e polícia de Internet façam mais para limpar os sites de "rumores tóxicos".

A China tem filtros pesados sobre a Internet, e bloqueia sites estrangeiros de grande adesão como o Facebook, YouTube e Twitter.

(Reportagem de Ben Blanchard)