Ações da Sony despencam e investidores questionam divisão de TVs

sexta-feira, 4 de novembro de 2011 10:37 BRST
 

Por Isabel Reynolds e Lisa Twaronite

TÓQUIO (Reuters) - As ações da Sony caíram quase 10 por cento nesta sexta-feira, devido ao questionamento dos investidores sobre a capacidade da companhia japonesa de reverter a crise em sua deficitária divisão de televisores. A Sony anunciou que a divisão deve sofrer um prejuízo de 2,2 bilhões de dólares.

A Sony chocou os investidores na quarta-feira ao alertar sobre um quarto ano consecutivo de prejuízo, o que abalou ainda mais a confiança do mercado quanto a uma companhia que no passado simbolizava o poderio da alta tecnologia japonesa.

A Sony não ofereceu muitos detalhes sobre seu plano para reduzir à metade o prejuízo da divisão de televisores, que está a caminho de seu oitavo ano consecutivo no vermelho. A Sony espera conseguir reduzir o prejuízo no ano que vem e sair do vermelho no ano fiscal que se encerra em março de 2014.

"Depois dos resultados e projeções fracos e diante do impacto das inundações na Tailândia e do iene ainda forte, é impossível ser otimista quanto à Sony no momento, e vender ações da companhia é uma decisão fácil", disse Mitsushige Akino, vice-presidente de investimento da Ichiyoshi Investment Management. "Não existem motivos para comprar ações da Sony, e os motivos para vendê-las são muitos."

Yuji Fujimori, analista do Barclays, adotou recomendação menos positiva quanto às ações da Sony, e reduziu sua projeção de preço de 2,5 mil para 1,6 mil ienes, afirmando que projeções de lucro haviam sofrido corte ainda maior que o esperado e que a reestruturação na divisão de televisores estava atrasada.

As ações da Sony fecharam em queda de 7,9 por cento, cotadas a 1,4 mil ienes, depois de terem chegado a cair em até 8,8 por cento durante o pregão, à sua mais baixa cotação em 30 dias. A quinta-feira foi feriado no Japão.

A Sony reduziu sua projeção de vendas de televisores, câmeras e aparelhos de DVD, na quarta-feira, e anunciou que pode reportar 90 bilhões de ienes (1,1 bilhão de dólares) em prejuízo líquido no ano fiscal em curso, revertendo uma projeção anterior que previa lucro de 60 bilhões de ienes.