HTC quer avançar em mercados emergentes e planeja novo tablet

segunda-feira, 7 de novembro de 2011 09:53 BRST
 

Por Clare Jim

TAIPEI (Reuters) - A HTC anunciou nesta segunda-feira que em 2012 dividirá seus investimentos igualmente entre os mercados emergentes e os desenvolvidos, como Estados Unidos e Europa, e que planeja retornar ao mercado de tablets com um novo modelo, no ano que vem.

A quarta maior fabricante mundial de celulares inteligentes também declarou "estar aberta" a aquisições de patentes a fim de ganhar força nas batalhas judiciais com a Apple, mas não tem planos específicos quanto a isso no momento.

Peter Chou, o presidente-executivo da HTC, disse em conversa a jornalistas que a HTC não abandonaria sua imagem de "marca premium" por meio do lançamento de celulares baratos nos mercados emergentes.

"Os clientes estão dispostos a pagar mais, e é por isso que quase quintuplicamos nossas vendas na China neste ano. Isso demonstra que os compradores apoiam nossa filosofia", afirmou.

A empresa lançou apenas um modelo de tablet até o momento, em fevereiro, optando por se concentrar nos celulares. Mas Chou disse que o mercado está sendo observado.

"É um mercado que gostaríamos de testar para ver se podemos nos diferenciar e evitar um produto 'eu também'", disse o executivo.

A HTC é uma das maiores fabricantes mundiais de aparelhos equipados com o sistema operacional Google Android. Eric Schmidt, presidente do conselho do Google, visitará Taipei na quarta-feira e deve conversar com fornecedores locais, mas Chou disse que estará na China e não poderá se encontrar com o norte-americano.

A HTC está envolvida em uma ferrenha disputa de patentes com a grande rival Apple, que abriu diversos processos por violação de patente contra a companhia taiuanesa nos últimos dois anos. Os processos se relacionam em parte ao Android.

Na segunda-feira passada, a HTC alertou que suas vendas no quarto trimestre, tradicionalmente um período forte para os celulares inteligentes, ficariam abaixo do trimestre precedente e das projeções dos analistas, devido à concorrência mais intensa e aos cortes de gastos pelos consumidores que enfrentam dificuldades.