James Murdoch culpa editor e advogado em caso de escutas

quinta-feira, 10 de novembro de 2011 17:29 BRST
 

Por Georgina Prodhan e Kate Holton

LONDRES (Reuters) - James Murdoch tentou jogar a culpa em seus ex-colegas do News of the World nesta quinta-feira para tentar sobreviver à segunda audiência perante parlamentares britânicos sobre o escândalo de rastreamento de telefones e manter seu cargo no império de mídia do pai.

Murdoch culpou Colin Myler, o último editor do tablóide Sunday, agora extinto, por ter dado a ele informações incompletas, e acusou o ex-chefe do departamento legal do jornal Tom Crone de enganar a comissão que investiga o caso.

"Este foi o trabalho do novo editor que havia entrado ... para limpar as coisas, para me deixar ciente dessas coisas", disse Murdoch, aparentando confiança durante o interrogatório dos parlamentares, mesmo quando comparado pelo deputado Tom Watson a um chefe da máfia.

Ele também disse que Crone havia ordenado a vigilância de figuras públicas pelo News of the World -- revelações que prejudicaram ainda mais a empresa esta semana.

Foi revelado este ano que o News of the World, de propriedade da News Corp, executou uma operação em escala industrial para rastrear telefones de vítimas de assassinato, incluindo a estudante Milly Dowler, celebridades e políticos.

Anteriormente, a News Corp havia dito que o rastreamento foi obra de um repórter solitário, Clive Goodman, e do detetive particular Glenn Mulcaire. Ambos foram presos pelo crime em 2007.

Em 2008, James Murdoch aprovou um pagamento de cerca de 750.000 libras (1,2 milhão de dólares) para uma vítima de rastreamento, o chefe de uma equipe de futebol Gordon Taylor, que tinha em sua posse um e-mail de transcrições de rastreamento que pareciam mostrar que a invasão não era apenas uma ação de Goodman.

James Murdoch reiterou aos deputados nesta quinta-feira que havia aprovado o elevado pagamento apenas porque estava seguindo um conselho legal, e não porque soubesse que o e-mail poderia implicar outros jornalistas. Ele repetiu ainda que Myler e Crone não lhe tinham mostrado o e-mail e negou que tenha enganado o parlamento em seu depoimento anterior.   Continuação...