ZTE quer subir na cadeia de valor para ganhar mercado

sexta-feira, 18 de novembro de 2011 11:38 BRST
 

Por Lee Chyen Yee e Huang Yuntao

HONG KONG (Reuters) - A chinesa ZTE está planejando uma virada estratégica que pode fazer a empresa deixar para trás equipamentos de telecomunicação e celulares baratos que fizeram dela uma das companhias de mais rápido crescimento em ambos os segmentos. Em vez disso, a empresa quer avançar na produção de celulares inteligentes e equipamentos de rede mais sofisticados e que oferecem melhores margens de lucro.

A ZTE espera obter maior faturamento no exterior com equipamentos LTE de quarta geração vendidos às grandes operadoras de telefonia.

A empresa, que surgiu na metade dos anos de 1980 fabricando acordeões e telefones convencionais, também está promovendo agressivamente seus celulares inteligentes de maior sucesso, para combater rivais como a Apple e Samsung Electronics.

"Nossa estratégia é a de elevar o preço unitário de nossos celulares. Estamos fazendo uma virada rumo para produzirmos mais celulares inteligentes, por meio de investimentos mais altos em inovação e marketing", disse Shi Lirong, o presidente-executivo da companhia, à Reuters, em sua primeira entrevista à mídia em mais de um ano.

"Estamos participando de uma maratona, e ainda é cedo para declarar um vencedor. Temos nossa estratégia, e avançaremos um passo por vez", disse.

No setor de equipamentos de telecomunicação, a ZTE é hoje a quinta maior companhia mundial, atrás da Ericsson, Huawei Technologies , Nokia Siemens Networks e Alcatel Lucent.

"Tenho esperança que vamos conseguir ficar entre as três maiores, no futuro", disse o engenheiro Shi, 47. "A ZTE pode estar em quinto lugar hoje, mas entre os concorrentes desse mercado mostramos o mais rápido crescimento."

No caso dos celulares, a ZTE, sediada em Shenzhen, um dos grandes polos econômicos do sul da China, também está entre os cinco maiores fabricantes mundiais no momento.

Shi falou durante o Mobile Asia Congress e disse que os elos estreitos entre a ZTE e operadoras estrangeiras de telecomunicações a protegeram contra os efeitos da crise na Europa e Estados Unidos.