Oracle acusa HP e Intel de conspiração para manter Itanium vivo

segunda-feira, 21 de novembro de 2011 09:55 BRST
 

(Reuters) - A Oracle acusou a Hewlett-Packard de assinar um contrato "secreto" com a Intel para impedir que o microprocessador Itanium fosse tirado de produção, de acordo com documentos que a Oracle apresentou à Justiça como parte de sua longa batalha judicial contra a HP sobre a plataforma Itanium.

De acordo com os documentos, HP e Intel assumiram um "compromisso contratual" de manter o Itanium em produção por pelo menos duas gerações de microprocessadores, apesar de alegações anteriores da HP de que a decisão de manter o investimento no Itanium era responsabilidade exclusiva da Intel.

"A HP assinou um contrato secreto com a Intel para que esta continuasse a produzir Itaniums, de modo a que a HP fosse capaz de manter a aparência de que esse produto morto continua vivo", afirmou a Oracle na acusação.

Michael Thacker, porta-voz da HP, classificou a acusação como "não mais que uma tática desesperada para embaralhar a situação e prolongar a incerteza paralisante que surgiu no mercado quando a Oracle anunciou, em março de 2011 e violando claramente seus contratos, que deixaria de oferecer assistência à plataforma HP Itanium". A Intel não quis comentar o assunto.

A petição representa o mais recente disparo nos processos mútuos entre as duas empresas. Em março, a Oracle decidiu que não manteria mais o apoio ao Itanium, um chip para processamento pesado de dados, afirmando que a Intel havia deixado claro que o produto estava no final de seu ciclo e que a empresa transferiria seu foco aos processadores da arquitetura x86.

A HP classificou a decisão da Oracle como "anticonsumidor", e abriu processo contra a companhia junto à Justiça estadual da Califórnia, em junho.

Em agosto, a Oracle contra-atacou com um processo contra a HP no qual acusava a companhia de ocultar fatos durante as negociações sobre a plataforma Itanium. Entre esses fatos, alega o processo, estariam a contratação de Leo Apotheker como presidente-executivo e a indicação de Ray Lane como presidente de seu conselho.

Outras alegações da Oracle envolvem difamação e interferência intencional com relações contratuais.