HP pode manter em segredo relatório sobre saída de Hurd

quarta-feira, 23 de novembro de 2011 11:27 BRST
 

(Reuters) - A Hewlett-Packard não terá de mostrar a um acionista o relatório interno que resultou na saída do ex-presidente-executivo Mark Hurd, conforme determinou a Corte Suprema estadual do Delaware.

Hurd renunciou abruptamente no ano passado depois de acusações de uma prestadora de serviços da companhia de assédio sexual. Uma investigação interna inocentou o executivo do assédio, mas o acusou de apresentar relatórios de despesas incorretos.

Um acionista, Ernesto Espinoza, abriu um processo contra a empresa para determinar se o conselho tinha motivos para demitir Hurd, em vez de permitir que ele renunciasse e saísse com uma indenização de 30 milhões de dólares.

Hurd, posteriormente, foi contratado pela Oracle para o cargo de presidente-executivo.

A HP mostrou a Espinoza cópias de atas das reuniões do conselho, relatórios de despesas e uma carta que detalhava as alegações de assédio apresentadas por Gloria Allred, uma conhecida advogada que representava a prestadora de serviços. Todos esses documentos estão sujeitos a cláusulas de confidencialidade.

No entanto, a empresa alegou que a confidencialidade entre cliente e advogado se aplicava ao relatório de investigação que o escritório de advocacia Covington & Burling preparou para o conselho.

A Corte Suprema do Delaware concordou com a decisão do juiz de primeira instância Donald Parsons, de que Espinoza não havia demonstrado que o acesso ao relatório dos advogados era essencial para ele.

Uma porta-voz do escritório de advocacia Robbins Umeda, que representa Espinoza, afirmou que o escritório estava "evidentemente decepcionado", mas que respeitava a decisão do tribunal.

A Corte Suprema do Delaware também está considerando um apelo contra uma decisão de primeira instância que quebrou o sigilo da carta de Allred.

(Por Tom Hals)