Filipinas diz que prendeu hackers financiados por grupo saudita

sábado, 26 de novembro de 2011 10:51 BRST
 

MANILA/BOSTON (Reuters) - A polícia filipina e o FBI prenderam quatro pessoas que as autoridades das Filipinas dizem que foram pagas por um grupo militante com base na Arábia Saudita para invadir o sistema da operadora de telefonia AT&T nos Estados Unidos, mas a empresa afirmou que não foi alvo de ações de hackers.

O Grupo de Investigação e Detecção Criminal das Filipinas (CIDG, na sigla em inglês) disse que os presos na quarta-feira em Manila foram pagos pelo mesmo grupo que, segundo o FBI, financiou os ataques de novembro de 2008 em Mumbai.

"A atividade dos hackers resultou em quase 2 milhões de dólares em perdas sobre a companhia", afirmou o CIDG em comunicado.

O órgão não deu nome à rede que teria financiado a invasão e os ataques de Mumbai, mas a Índia culpou o grupo militante paquistanês Lashkar-e-Taiba (LeT) pelos atos que causaram a morte de 166 pessoas há três anos.

A AT&T, segunda maior operadora de telefonia celular dos EUA, afirmou que "acabou retirando algumas cobranças fraudulentas que apareceram em contas de clientes", mas não comentou a cifra de 2 milhões de dólares.

"A AT&T e sua rede não foram alvo nem acabaram violadas por hackers", afirmou a porta-voz da empresa Jan Rasmussen. "A AT&T apenas ajudou as autoridades nas investigações que levaram à prisão de um grupo de hackers."

A polícia afirmou que os suspeitos invadiram linhas interurbanas de diferentes empresas de telecomunicações, incluindo a AT&T, e receitas foram desviadas para as contas de um grupo saudita não especificado.

Anteriormente nesta semana, a AT&T afirmou que estava investigando uma tentativa de acesso às informações dos clientes, mas não acreditava que qualquer conta tivesse sido violada.

O CIDG disse que o FBI procurou ajuda de sua divisão contra crimes da Internet em março, depois de ter descoberto que o grupo saudita tinha como alvo a AT&T.   Continuação...