Vendas da HTC caem 30% em um mês

terça-feira, 6 de dezembro de 2011 11:08 BRST
 

TAIPÉ (Reuters) - As vendas da fabricante taiuanesa de celulares inteligentes HTC caíram 30 por cento em novembro ante o mês anterior, devido às dificuldades da quarta maior marca mundial de celulares inteligentes para concorrer com a Apple e a Samsung Electronics, rivais de maior porte.

A HTC anunciou na terça-feira que suas vendas consolidadas em novembro caíram a 30,94 bilhões de dólares de Taiwan (1,03 bilhão de dólares), ante 38,48 bilhões de dólares taiuaneses no período em 2010 e 44,11 bilhões de dólares taiuaneses em outubro de 2011.

"Isso demonstra o quanto o mercado de aparelhos móveis é volátil," disse John Strand, fundador da Strand Consult, uma companhia dinamarquesa de consultoria para o setor de celulares.

Desde que a Apple ingressou no mercado de celulares inteligentes com o iPhone, em 2007, os antigos líderes do setor, Nokia e Research in Motion, perderam terreno rapidamente. A RIM lançou um alerta quanto a queda de vendas e lucros, na semana passada.

"Os fãs da Apple querem o novo modelo do iPhone. Os da HTC não têm desejo semelhante pelo próximo celular da empresa. Ela precisa se reinventar. É difícil para um consumidor se animar com o que ele recebe ao comprar um novo celular HTC," disse Strand.

A empresa alertou em 23 de novembro que sua receita não cresceria no quarto trimestre, chocando um mercado acostumado a índices de crescimento de dois ou até três dígitos para seus resultados.

As ações da companhia taiuanesa registraram alta de mais de 300 por cento nos 14 meses até abril, e suas vendas cresceram 400 por cento em 18 meses, dado o interesse dos consumidores pelos seus aparelhos inovadores, caracterizados por relógios com números grandes.

Mas as ações da HTC caíram 62 por cento nos últimos seis meses. Fecharam em alta de 2,1 por cento e cotadas a 458 dólares de Taiwan, antes do anúncio dos resultados de vendas.

A HTC detinha 10,8 por cento do mercado de celulares inteligentes no final do terceiro trimestre, de acordo com o grupo de pesquisa IDC, atrás da Samsung, Apple e Nokia.

Além da queda nas vendas, a companhia enfrenta contestações judiciais em seus mais importantes mercados, os Estados Unidos e a Alemanha.

(Reportagem de Clare Jim e Tarmo Virki)