Marc Andreessen não quer ser presidente do Yahoo

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 09:27 BRST
 

Por Alexei Oreskovic

(Reuters) - O empresário do setor de investimento de risco Marc Andreessen disse que não está interessado em se tornar presidente-executivo do Yahoo, cujas dificuldades para concorrer com rivais como o Google e o Facebook estão forçando a empresa a estudar propostas de reforma de seus negócios.

O Yahoo demitiu a presidente-executiva Carol Bartz em setembro, e seu conselho iniciou uma revisão estratégia sobre a empresa.

A Andreessen Horowitz, companhia de capital para investimentos de risco co-fundada por Andreessen, formou parceria com o grupo de capital fechado Silver Lake e a Microsoft para tentar adquirir uma participação minoritária no Yahoo, informou uma fonte próxima do assunto.

Em mensagem em seu blog na sexta-feira, porém, Andreessen refutou reportagens de que ele, ou seu sócio Jeff Jordan, poderia ocupar a presidência-executiva do Yahoo como parte da transação.

"Quero ser cristalinamente claro: nem Jeff, nem eu, e nem qualquer dos demais sócios da Andreessen Horowitz está disputando, ou aceitaria, qualquer posto operacional no Yahoo, incluindo o de presidente-executivo, presidente-executivo interino, presidente do conselho ou presidente executivo do conselho", escreveu.

Andreessen que, criou o primeiro navegador de Web que conquistou o público de massa, no início dos anos de 1990, é considerado uma das figuras mais influentes no mundo da tecnologia. No momento, ele faz parte do conselho do Facebook, o maior serviço mundial de redes sociais, e da gigante da computação Hewlett-Packard.

Sua companhia, criada dois anos atrás, vêm financiando empresas iniciantes de sucesso como a Zynga e a Foursquare.

Embora Andreessen não esteja interessado em um papel operacional no Yahoo, ocuparia um dos três postos no conselho a que o consórcio de investimento teria direito sob a proposta apresentada com a Silver Lake, disse uma pessoa que conhece o assunto.

O crescimento do Yahoo se estagnou nos últimos anos devido à concorrência do Google e Facebook, e a empresa no momento está sem presidente-executivo permanente.