Licenciamento do Blackberry parece cenário provável para RIM

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 10:20 BRST
 

Por Alastair Sharp

TORONTO (Reuters) - A Research in Motion ainda pode ver o licenciamento de software como parte importante de seu plano de recuperação, mesmo que a Samsung tenha negado que poderia pagar para usar a tecnologia da fabricante do BlackBerry e que tenha qualquer interesse em adquiri-la.

É provável que a RIM tenha conversado com diversos fabricantes de celulares sobre o uso de sua nova plataforma QNX, informou um importante acionista da companhia, que disse ter sido informado a respeito pela RIM. O sistema operacional, já usado no tablet PlayBook, acionará a nova geração de celulares inteligentes da RIM, de lançamento previsto para este ano.

O acionista, que pediu que seu nome não fosse mencionado, também disse acreditar que a Samsung esteja interessada em um acordo de licenciamento, apesar de suas declarações em contrário.

"Estou seguro de que estão negociando sobre licenciamento", disse o acionista sobre a fabricante sul-coreana de celulares inteligentes. "Não sei se estão interessados em comprar a companhia, e nem me importa."

A linha de produtos existentes da RIM enfrenta dificuldade para concorrer com o iPhone e o iPad e os diversos aparelhos poderosos e dotados de telas grandes oferecidos pela Samsung e outros fabricantes que utilizam o sistema operacional Google Android.

A companhia também precisa enfrentar a Microsoft, que renovou seus esforços no setor móvel e criou software que aciona os mais recentes aparelhos da Samsung, entre outros.

A fabricante canadense de celulares inteligentes vem sofrendo forte perda de mercados nos Estados Unidos, depois de um ano marcado por atraso no lançamento de novos produtos e pelo fracasso no lançamento do tablet PlayBook. Isso resultou em queda em seu valor de mercado e em rumores incessantes sobre a venda da companhia.

As ações da RIM subiram em 40 por cento de dezembro para cá, depois que uma reportagem da Reuters citou fontes segundo as quais a companhia havia rejeitado abordagens da Amazon.com e outros interessados em uma aquisição, porque preferia resolver sozinha os seus problemas.