Ásia pode ser desafio para a Apple

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 10:50 BRST
 

Por Harichandan Arakali e Farah Master

BANGALORE/HONG KONG, 27 Jan (Reuters) - Os investidores da Apple têm uma resposta curta para aqueles que imaginam se a gigante da eletrônica conseguirá manter seu ímpeto fenomenal nos próximos anos: Ásia.

A fabricante de produtos de sucesso como iPhone, iPad e iPod mal arranhou a superfície na região, que abriga cerca de 60 por cento da população mundial -fato a que a Apple mesma aludiu ao anunciar resultados notáveis nesta semana.

Os números da Apple, que incluíam alta de 70 por cento na receita para o trimestre terminado em dezembro e uma duplicação nos lucros, na verdade excluíam as vendas de seu mais novo e quente produto, o iPhone 4S, em seu maior mercado potencial, a China.

O mais novo iPhone só chegou oficialmente à China neste mês, e houve tumultos porque a procura imediatamente se provou superior à oferta. Compradores que não encontraram aparelhos lançaram ovos contra uma das lojas da Apple em Pequim.

E, à sombra da China, outros mercados asiáticos virtualmente inexplorados, como o da Índia e Indonésia, ainda não foram conquistados; juntos, eles abrigam 1,4 bilhão de pessoas.

"Quero um iPhone por motivo de estilo de vida. É o celular da moda", disse Dylan, 19, que trabalha em uma loja de moda, a The Goods Dept, no centro de Jacarta.

Usando um corte moderno de cabelo, uma gargantilha com um pendente vistoso, jeans e óculos Ray Ban clássicos, ele é um exemplo típico dos consumidores preocupados com o estilo, no mundo inteiro, para quem os esguios aparelhos da Apple são tanto acessórios de moda essenciais quanto aparelhos eletrônicos úteis.

Mas Dylan, e outros milhões de consumidores asiáticos esperançosos, de Jacarta a Xangai e Mumbai, têm um problema: os produtos que desejam estão além de seu alcance. Ao preço de cerca de 830 dólares, mesmo o iPhone 4, o modelo precedente, custa duas vezes o salário mensal de um jovem operador de câmbio em Jacarta.   Continuação...