Grupo da UE pede que Google adie nova política de privacidade

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 11:44 BRST
 

Reguladores da União Europeia pediram que o Google adie a implementação de sua nova política de privacidade, dizendo que precisam investigar mais profundamente se a proposta protege suficientemente os dados pessoais de usuários.

O Google informou em janeiro que estava simplificando suas regras de privacidade, consolidando 60 tópicos das normas em uma única política que funcionará em todos os seus serviços, que incluem Youtube, Gmail e a rede social Google+.

O Article 29 Working Party, uma instituição independente que reúne autoridades de proteção de dados de cada um dos 27 países da UE e a Comissão Europeia, disseram que precisam examinar mais de perto os planos do Google antes que a nova política de privacidade entre em vigor, em 1o de março.

"Dada a ampla gama de serviços que vocês oferecem e a popularidade desses serviços, mudanças em sua política de privacidade podem afetar muitos cidadãos na maioria ou em todos os países-membros da UE", escreveu o grupo ao presidente-executivo do Google, Larry Page, em 2 de fevereiro.

"Queremos avaliar potenciais consequências para a proteção de dados pessoais destes cidadãos de maneira coordenada", acrescentou a carta, acrescentando que a autoridade de proteção de dados da França estaria no comando da investigação.

O diretor de políticas públicas do Google explicou o novo texto como um comprometimento com a simplicidade, com a companhia tentando explicar seus "guidelines" de forma concisa.

"Estamos explicando nossos comprometimentos de privacidade para usuários destes produtos em 85 por cento menos palavras", escreveu Pablo Chavez em seu blog em 31 de janeiro.

A nova política explica quais informações o Google coleta de milhões de pessoas que utilizam seus serviços todos os dias, o por que de a informação ser coletada, como é utilizada e quais escolhas são, então, oferecidas para limitar como estas informações são acessas e atualizadas.

Embora o Google não seja obrigado a esperar pela conclusão da investigação do grupo antes de adotar sua nova política, a companhia já sinalizou, no passado, ser cooperativa com autoridades europeias.

(Por Claire Davenport)