Polícia alemã usa fotos do Facebook para capturar criminosos

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 15:46 BRST
 

BERLIM, 7 Fev (Reuters) - A polícia no estado alemão da Baixa Saxônia logo começará a usar suas redes de "amigos" no site de relações sociais Facebook para encontrar pessoas desaparecidas e procurar suspeitos, disse o ministro do interior do estado.

A decisão de usar mídias sociais em investigações se segue à conclusão de um projeto piloto na cidade de Hanover, no Norte do país, no ano passado, que atraiu críticas ferrenhas de grupos de proteção de dados.

O esquema ajudou a polícia a resolver seis investigações criminais e dois casos de pessoas desaparecidas após os kits de identificação de suspeitos e fotos do Circuito Fechado de Televisão (CCTV) circularem na rede social Facebook.

Os dois casos foram solucionados apenas horas após a informação ter sido enviada ao site.

"Nossos sucessos até agora mostram claramente que a polícia não deve se isolar desse meio", disse o ministro do interior do estado da Baixa Saxônia, Uwe Schuenemann, em um pronunciamento.

"O departamento de polícia da Baixa Saxônia pode se adaptar a novas tendências", disse. "Com uma página para fãs, a polícia está se mostrando moderna e alcançável".

Grupos de proteção de dados criticaram pesadamente a publicação de fotos dos suspeitos no Facebook durante o piloto no ano passado, argumentando que dados pessoais direcionados pelo Facebook poderiam acabar em servidores dos Estados Unidos, fora da influência das leis de proteção de dados da União Europeia (UE).

O novo sistema, que será introduzido no futuro próximo, direcionará usuários do Facebook a um servidor da polícia por meio de um link da internet, disse Schuenemann.

Mas o comissário de proteção de dados do estado, Joachim Wahlbrink, disse que isso não é suficiente e que a decisão levaria à circulação de informações pessoais na internet que nunca poderiam ser completamente apagadas.

"Uma vez que esses dados estão salvos, aqueles envolvidos sempre serão colocados na berlinda", disse seu porta-voz, Michael Knaps.

(Por Alice Baghdjian)