Relatório sobre computação em nuvem critica Brasil, Índia e China

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012 11:17 BRST
 

Por Doug Palmer

WASHINGTON, 22 Fev (Reuters) - Um relatório do setor de software dos Estados Unidos divulgado na quarta-feira criticou Brasil, China e Índia por políticas que diz ameaçar o futuro da computação em nuvem, mas também tomou por alvo países desenvolvidos como a Alemanha, que se haviam saído bem em sua avaliação inicial.

A Business Software Alliance (BSA), que representa pesos pesados do software nos EUA como a Microsoft, informou que o Brasil ficou no último lugar entre os 24 países pesquisados, com 35,1 pontos de um total de 100 possíveis, devido a políticas em áreas como livre comércio, segurança, privacidade de dados e combate a crimes de computação.

A Índia, que abriga o segundo maior setor mundial de software, inferior apenas ao dos Estados Unidos, e a China, cujo setor de tecnologia de informação e comunicações deve dobrar e movimentar 389 bilhões de dólares até 2015, também estavam entre os seis últimos colocados, com 50 e 47,5 pontos, respectivamente.

Computação em nuvem é um termo que abarca software, armazenagem, poder de processamento e outros serviços prestados via Internet a clientes, por centrais de dados remotas. A demanda por software em nuvem vem subindo rapidamente porque essa abordagem permite que as companhias comecem a utilizar software novo mais rápido e a custo mais baixo do que o dos produtos tradicionais, instalados nas máquinas do cliente.

Um grande propósito do relatório é unir a "comunidade internacional da tecnologia em torno da necessidade de uma maior harmonização de leis, para que uma nuvem verdadeiramente mundial possa existir", disse Robert Holleyman, presidente da BSA.

O Brasil marcou apenas 1,6 de 10 pontos possíveis quanto a políticas de combate a crimes de computação, uma área que deve se tornar um desafio cada vez maior, porque mais e mais informações estarão concentradas em grandes centrais de dados, o que as torna alvos atraentes.

Japão teve a maior nota geral, de 83,3 pontos, seguido por Austrália, Alemanha, Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido e Coreia do Sul, todos pouco abaixo dos 80 pontos.

Mesmo que o Brasil tenha ficado em último no estudo, Holleyman se declarou mais otimista quanto a reformas no país do que na China.   Continuação...