Portátil Vita chega logo quando mercado pode estar em queda

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012 15:01 BRST
 

22 de fev (Reuters) - O console portátil Vita, da Sony, foi lançado nos Estados Unidos nesta quarta-feira, o mais recente de uma longa linhagem de aparelhos móveis de videogame que inclui Game Boy, da Nintendo, e o Lynx, da Atari. Mas com hábitos de consumo dos jogadores mudando rapidamente, o modelo da gigante japonesa pode também ser o último de sua espécie.

O Vita terá a difícil tarefa de atrair atenção de jogadores que já jogam em smartphones e carregam computadores tablet em suas mochilas. Por 250 dólares, ele tem mais ou menos o mesmo preço que um modelo básico do PlayStation ou do Xbox 360, da Microsoft.

Analistas estão céticos que o produto encontrará fãs, mesmo entre os mais aficionados jogadores que a Sony está mirando com uma campanha de marketing de 50 milhões de dólares. A campanha inclui uma promoção com a rede de lanchonetes Taco Bell, que faz um sorteio do aparelho a cada 15 minutos.

"É quase como se a Sony desenvolvesse o produto para um mundo onde smartphones e tablets não existissem", disse Michael Gartenberg, diretor do Gartner Research. "Ele custa mais do que celulares e o mesmo que a maioria dos consoles de jogos. É difícil dizer qual é o mercado para isso."

Pessoas que passam horas todos os dias jogando podem não ser tão entusiastas de um aparelho portátil como antes. Muitos passaram a jogos baratos ou grátis em dispositivos móveis que já possuem.

É o caso de Josh Calixto, um editor de vídeos de 22 anos morador de Los Angeles. "O Vita é muito legal, mas a essa altura eu não vejo qualquer razão para comprá-lo", disse ele. "Não acho que vale o dinheiro", acrescentou, afirmando que não está interessado nos cerca de 20 jogos lançados junto com o aparelho porque já jogou alguns deles em consoles.

Por sua vez, a Sony acredita que existe um grande mercado de consumidores para o Vita, afirmou Jack Treton, presidente-executivo do PlayStation.

"O público-alvo é o proprietário de um PS3, e existem 60 milhões deles por aí", disse Tretton.

OS jogadores, afirma Treton, serão atraídos por recurso que permite que os usuários disputarem partidas contra oponentes que usam PlayStation. Os consumidores também poderão comprar jogos que permitirão continuar no Vita do ponto de onde pararam no console.   Continuação...