CORREÇÃO-Vita chega logo quando mercado pode estar em queda

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 16:25 BRST
 

(Corrige último parágrafo para esclarecer que redução de preço foi de US$80 e não para US$80)

(Reuters) - O console portátil Vita, da Sony, foi lançado nos Estados Unidos nesta quarta-feira, o mais recente de uma longa linhagem de aparelhos móveis de videogame que inclui Game Boy, da Nintendo, e o Lynx, da Atari. Mas com hábitos de consumo dos jogadores mudando rapidamente, o modelo da gigante japonesa pode também ser o último de sua espécie.

O Vita terá a difícil tarefa de atrair atenção de jogadores que já jogam em smartphones e carregam computadores tablet em suas mochilas. Por 250 dólares, ele tem mais ou menos o mesmo preço que um modelo básico do PlayStation ou do Xbox 360, da Microsoft.

Analistas estão céticos que o produto encontrará fãs, mesmo entre os mais aficionados jogadores que a Sony está mirando com uma campanha de marketing de 50 milhões de dólares. A campanha inclui uma promoção com a rede de lanchonetes Taco Bell, que faz um sorteio do aparelho a cada 15 minutos.

"É quase como se a Sony desenvolvesse o produto para um mundo onde smartphones e tablets não existissem", disse Michael Gartenberg, diretor do Gartner Research. "Ele custa mais do que celulares e o mesmo que a maioria dos consoles de jogos. É difícil dizer qual é o mercado para isso."

Pessoas que passam horas todos os dias jogando podem não ser tão entusiastas de um aparelho portátil como antes. Muitos passaram a jogos baratos ou grátis em dispositivos móveis que já possuem.

É o caso de Josh Calixto, um editor de vídeos de 22 anos morador de Los Angeles. "O Vita é muito legal, mas a essa altura eu não vejo qualquer razão para comprá-lo", disse ele. "Não acho que vale o dinheiro", acrescentou, afirmando que não está interessado nos cerca de 20 jogos lançados junto com o aparelho porque já jogou alguns deles em consoles.

Por sua vez, a Sony acredita que existe um grande mercado de consumidores para o Vita, afirmou Jack Treton, presidente-executivo do PlayStation.

"O público-alvo é o proprietário de um PS3, e existem 60 milhões deles por aí", disse Tretton.   Continuação...