ANÁLISE-Melhora operacional da Oi é desafio após reorganização

quinta-feira, 1 de março de 2012 19:24 BRT
 

Por Sérgio Spagnuolo

RIO DE JANEIRO, 29 Fev (Reuters) - O aval de acionistas à reorganização da Oi encerrou uma longa tentativa de simplificar sua intrincada estrutura societária, mas não necessariamente representa o fim dos problemas da companhia, que se depara com desafios operacionais.

Contudo, ao liberar a companhia para priorizar os negócios, a aprovação da reestruturação segunda-feira, e o presidente do grupo, Francisco Valim permitirá à empresa ser mais funcional, ter melhor acesso ao mercado de capitais e dar mais confiança a investidores, ajudando assim a maior companhia telefônica em cobertura geográfica do Brasil no concorrido mercado de telecomunicações do país, avaliam analistas.

A reestruturação foi aprovada pelos acionistas das empresas do Grupo Oi em diversas assembleias na , declarou um "marco" na história da operadora.

"Independentemente da reestruturação, os desafios operacionais estão ai e precisam ser resolvidos", disse a analista Jacqueline Lison, da Fator.

Com receita em queda, endividamento alto e investimentos por fazer, a operadora precisa melhorar a qualidade de sua rede, ser mais agressiva comercialmente, retomar participação de mercado e rentabilizar sua grande base de telefonia fixa, de acordo com analistas.

"Mantemos cautela com a história da Oi devido a fundamentos ainda desafiadores que, a nosso ver, levarão ainda algum tempo até melhorar", afirmou o analista Valder Nogueira, do Santander.

A queda na receita da companhia precisa ser "estancada", e é preciso direcionar os esforços para que isso aconteça neste ano, fidelizando e rentabilizando a base de clientes, mesmo que isso signifique mais aperto nas já sofridas margens.

"A Oi vai ter que ver uma piora (nos números) para depois melhorar, porque as margens com investimentos podem sofrer", disse Jacqueline.   Continuação...