Ativistas são principais responsáveis por roubo de dados em 2011

quinta-feira, 22 de março de 2012 15:19 BRT
 

BOSTON, 22 Mar (Reuters) - Ativistas que invadem redes de computadores do governo e de empresas e depois divulgam arquivos para causar embaraços a essas organizações responderam por mais de metade dos casos de roubo de dados no ano passado, de acordo com uma pesquisa.

A informação representa uma mudança significativa em relação ao passado recente, quando a motivação para a maior parte dos ataques cibernéticos era ganhar dinheiro, de acordo com a Verizon Communications, que delineou as constatações de uma das maiores pesquisas anuais sobre perda de dados.

Pesquisadores da operadora de telecomunicações e agentes das polícias de cinco países chegaram a essa conclusão depois de avaliar 855 incidentes que resultaram em 17,4 milhões de dados roubados.

Eles constataram que 58 por cento dos dados roubados foram obra dos chamados "hactivistas", no ano passado, enquanto em pesquisas anteriores nenhuma perda havia sido atribuída a essa fonte.

"Não se trata mais apenas de dinheiro. Houve uma grande mudança em nossos adversários", disse Bryan Sartin, diretor da unidade de computação forense da Verizon e co-autor do estudo.

O Anonymous, que se tornou o mais conhecido grupo de hactivistas, assumiu a responsabilidade por uma série de incidentes no ano passado, como ataques a sites dos governos da Tunísia, Argélia e Zimbábue. Outros alvos incluíam empresas do setor de defesa, agências policiais e companhias como Sony, News Corp e Apple.

Em um grande revés para o Anonymous, as autoridades norte-americanas revelaram no começo do mês que um dos principais hackers do grupo se tornou informante sigiloso do Serviço Federal de Investigações (FBI) no ano passado, apresentando provas que conduziram a acusações criminais contra cinco supostos líderes do grupo internacional de hackers.

Os analistas de segurança na computação preveem que o hactivismo continue, embora com menor intensidade.

"Pode ser episódico, com picos e vales", disse Andy Purdy, estrategista chefe de segurança na computação da CSC, que ajuda empresas e agências governamentais a enfrentar ataques às suas redes de computação.

(Por Jim Finkle)