Acionistas fiéis da Apple enriquecem e continuam com a empresa

sexta-feira, 23 de março de 2012 15:04 BRT
 

Por Jessica Toonkel

NOVA YORK (Reuters) - Quando Anton Marinovich fez 18 anos, sua avó deu-lhe 1.000 dólares com a instrução rígida de investi-los nos mercados de ações. Ele escolheu a Apple.

Dezessete anos depois, seu investimento vale mais de 240 mil dólares e vai renderá mais de 1.000 dólares por trimestre por meio do novo plano de dividendos da empresa.

"Eu sempre ouço falar dessas pessoas aqui no Vale do Silício dando de cara com uma sorte imensa, mas nunca achei que aconteceria comigo", disse Marinovich, que é diretor de vendas da Equilar, uma consultora de compensação executiva na Califórnia.

Observar a ação da Apple disparar mais de 77 por cento nos últimos 12 meses foi uma jornada emocionante para pessoas como Marinovitch, que seguem firmemente o culto à Apple. Ele e sua noiva têm dois iPhones, dois MacBooks, um iPad e 400 ações da Apple.

Muitos acionistas leais compraram papéis anos atrás quando seus preços definhavam a dois dígitos. Mas eles mantiveram as ações em suas carteiras por à empresa e a seus produtos. Agora, eles estão sendo recompensados com uma ação precificada em cerca de 600 dólares e um pagamento de dividendo resultante do caixa de 100 bilhões de dólares da companhia.

Quase duas dúzias de acionistas individuais entrevistados pela Reuters dizem que não estão gastando loucamente nem viajando na primeira classe a Fiji, apesar do grande lucro que poderiam ter ao vender seus papéis. Praticamente nenhum deles disse que tem planos de vender as ações.

Isso não quer dizer que eles não se deem ao luxo de alguns prazeres. Marinovich disse que o conforto fornecido por seu investimento na Apple significa mais liberdade em seus hábitos de consumo. Ele recentemente comprou um relógio Omega de 2 mil dólares e agora está em processo de adquirir um novo Audi para substituir seu Volkswagen Jetta.

Muitos acionistas fieis da Apple veem suas ações como uma "rede de segurança" para o futuro, com base na crença de que o papel só se valorizará.

"Acredito firmemente na empresa", disse o irmão de Marinovich, Erik, de 31 anos, que também comprou 50 ações da Apple com dinheiro da avó. O investimento hoje é avaliado em quase 60 mil dólares a mais do que ele pagou para comprar os papeis. "Eu continuarei com as ações até minha aposentadoria."