Nokia se mexe para reconquistar mercado na China

quarta-feira, 28 de março de 2012 10:31 BRT
 

Por Terril Yue Jones e Tarmo Virki

PEQUIM/HELSINQUE, 28 Mar (Reuters) - A Nokia começará a vender na China em abril uma nova linha de smartphones que usa software da Microsoft, uma medida para reconquistar o mercado que perdeu para Apple e Samsung Electronics.

A Nokia projetou os celulares para atrair consumidores chineses, facilitando a conexão com as plataformas de microblogs e mensagens de texto, altamente populares na China.

A China se tornou um dos mercados de maior crescimento para os fabricantes de celulares inteligentes. O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, está em Pequim para conversas com autoridades sobre problemas que variam de questões trabalhistas à disputa pela marca iPad no país.

A decisão da Nokia será um teste importante para o Windows Phone, que até o momento teve pouco apelo. A Nokia, a maior fabricante mundial de celulares em volume, depende do sucesso da linha que roda Windows, depois de abandonar a plataforma própria de software para celulares inteligentes, no ano passado.

O presidente-executivo da Nokia, Stephen Elop, revelou dois modelos baseados no Lumia 610 e no Lumia 800 mas otimizados para redes chinesas, que chegarão inicialmente ao mercado pela China Telecom, a terceira maior operadora de telefonia móvel do país.

O Lumia 800c será vendido desbloqueado por 3.599 iuans (573 dólares) a partir de abril, disse Elop. O preço do 610c, que sairá na China no segundo trimestre e foi concebido como celular básico para atrair usuários jovens, ainda não foi anunciado.

A Nokia também planeja lançar as séries 700, 800 e 900 no mercado chinês, e no futuro eles estarão disponíveis para as três operadoras chinesas de telefonia móvel, incluindo a China Mobile e China Unicom, disse o vice-presidente executivo mundial de vendas da Nokia, Colin Giles.

Giles não especificou um cronograma de lançamento destes modelos, pensados especificamente para o mercado chinês. "Temos investido pesado na China", disse Giles a jornalistas. "Estamos inovando para a China na China, o que diversos de nossos concorrentes não fazem", acrescentou.