Fujitsu busca dobrar vendas na China até 2014

quarta-feira, 11 de abril de 2012 11:17 BRT
 

Por Kazunori Takada

FOSHAN, China, 11 Abr (Reuters) - A Fujitsu, maior prestadora japonesa de serviços de tecnologia da informação, declarou na quarta-feira estar confiante em dobrar suas vendas na China a 220 bilhões de ienes (2,7 bilhões de dólares) até 2014, aproveitando o rápido crescimento do setor de TI na segunda maior economia do mundo.

Michiyoki Mazuka, presidente do conselho da Fujitsu, falando em entrevista coletiva na cidade de Foshan, no sul da China, para onde viajou a fim de participar da inauguração de uma central de processamento de dados, disse que a Fujitsu planeja elevar suas vendas na China a 500 bilhões de ienes "no futuro próximo", mas não ofereceu previsão de prazo.

A Fujitsu, que concorre com IBM e Hewlett-Packard, anunciou que está apostando nas oportunidades de reconstrução oferecidas pelo tsunami nos segmentos de redes elétricas inteligentes (smart grids) e na demanda por novos sistemas de TI entre empresas que estão buscando expandir seus bancos de dados e adotar a computação em nuvem.

A computação em nuvem permite que empresas acessem informação disponível em servidores remotos via Internet, em vez de armazenar dados em seus próprios computadores.

A companhia quer fazer da computação em nuvem seu principal negócio, e Mazuka reiterou que o objetivo da Fujitsu é elevar o faturamento anual desse segmento a 1,3 trilhão de ienes até o ano fiscal de 2015, ante os 100 bilhões de ienes atuais.

"É difícil determinar se tivemos um começo forte, mas acredito que a computação em nuvem continuará a crescer", disse Mazuka. "Muitos clientes pensam utilizá-la para operações não essenciais, de modo que estou confiante em atingir 1,3 trilhão de ienes até 2015".

O mercado mundial de computação em nuvem, estimado em 89 bilhões de dólares em 2011, deve atingir os 177 bilhões de dólares em 2015, de acordo com a empresa de pesquisas Gartner.

A Fujitsu opera mais de 100 centrais de processamento de dados em todo o mundo, incluindo Austrália, Reino Unido, Japão e Cingapura. A central de Foshan é sua primeira na China continental.