Exigências do governo não devem inibir participação no 4G

segunda-feira, 16 de abril de 2012 19:38 BRT
 

Por Sérgio Spagnuolo

RIO DE JANEIRO, 16 Abr (Reuters) - A aprovação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) dos termos finais para a licitação da frequência destinada ao 4G, na semana passada, deve servir como "convocação" às quatro principais operadoras de telecomunicações a participarem do certame.

Ainda resta saber os preços mínimos pelos lotes da frequência a 2,5 gigahertz, mas, exceto em caso de valores surpreendentemente elevados, Vivo, Claro, TIM e Oi não devem ficar de fora da nova etapa de telefonia móvel no Brasil, mesmo que elas não demonstrem publicamente grande entusiasmo na licitação.

Essa provável adesão ao leilão, contudo, não minimiza preocupações sobre a falta de maturidade global da LTE (principal tecnologia para a Internet móvel de quarta geração), sobre a necessidade do desenvolvimento do 3G no país, e sobre rígidas exigências do governo para as operadoras que atuarem no 4G.

"Elas (as principais operadoras) vão ter que participar, é um diferencial competitivo", disse à Reuters Leonardo Zanfelicio, analista da corretora Concórdia.

Desta forma, analistas acreditam que Vivo e Claro provavelmente serão mais agressivas pelos dois blocos maiores do espectro, enquanto Oi e TIM devem ficar com dois dos blocos menores.

"Vemos Vivo e Claro como as candidatas mais prováveis a vencer os blocos de 40 MHz (20+20 MHz), enquanto TIM e Oi devem ficar com os menores (20 MHz, de 10+10 MHz)", escreveu em nota o analista Alexandre Garcia, do Citi.

Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, concorda. "Quem demonstrou mais interesse foi a Claro (da mexicana América Móvil), que pretende colocar o 4G na América Latina, a Vivo (da Telefónica), que tem puxado o 3G no país", disse.

A ideia de que essas operadoras não podem ficar para trás parece superior à noção de que o 4G é um bom negócio neste momento, ao passo que as exigências do governo sobre áreas de cobertura e a própria falta de maturidade da Internet de terceira geração podem pesar sobre as operadoras.   Continuação...