Líderes da tecnologia bancam exploração mineral de asteroides

terça-feira, 24 de abril de 2012 13:29 BRT
 

Por Irene Klotz

CABO CANAVERAL, Estados Unidos (Reuters) - Eric Schmidt e Larry Page, executivos do Google, e o cineasta James Cameron estão entre os investidores de uma companhia que pretende pesquisar e no futuro extrair metais preciosos e minérios raros de asteroides em órbita próxima à da Terra.

A Planetary Resources, sediada em Bellevue, Washington, vai se concentrar inicialmente em desenvolver e vender espaçonaves robotizadas de baixo custo para missões de exploração.

Uma missão de demonstração deve ser lançada para orbitar em torno da Terra dentro de dois anos, afirmaram os co-fundadores da empresa, Peter Diamandis e Eric Anderson.

O objetivo da Planetary Resources é abrir a exploração do espaço ao setor privado, mais ou menos como fez o concurso Ansari X Prize, com prêmio de 10 milhões de dólares, criado por Diamandis.

O prêmio, que estimulou o desenvolvimento do setor emergente de voos espaciais privados para passageiros, foi conquistado em 2004 pela Scaled Composites, com o projeto SpaceShipOne, que realizou o primeiro voo privado fora da atmosfera. Voos comerciais que transportarão passageiros ao espaço suborbital devem ser iniciados no ano que vem.

É provável que os primeiros clientes da Planetary Resources sejam agências científicas como a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), dos Estados Unidos, e institutos de pesquisa privados.

Dentro de cinco a 10 anos, porém, a companhia espera avançar da venda de plataformas de observação para órbitas em torno da Terra ao fornecimento de serviços de prospecção. A ideia é explorar alguns dos milhares de asteroides que passam relativamente perto do planeta e extrair sua matéria-prima.

Nem todas as missões obteriam metais e minerais preciosos para transporte à Terra. Além de minerar platina e outros metais preciosos, a companhia planeja procurar água em asteroides a fim de abastecer depósitos de combustível orbitais que poderiam ser usados pela Nasa e outras organizações para missões espaciais robotizadas e tripuladas.

"Nossos planos são de longo prazo. Não antecipamos que a empresa seja sucesso financeiro imediato. Precisaremos de tempo", disse Anderson em entrevista à Reuters.

Os retornos reais podem demorar décadas, e viriam de minerar asteroides para extrair metais do grupo da platina e minerais raros.