Mercado eleva preço-alvo para ação da Apple após resultados

quarta-feira, 25 de abril de 2012 12:12 BRT
 

(Reuters) - Wall Street reforçou seu caso de amor com a Apple depois que as vendas de iPhones aliviaram preocupações de que a empresa estava perdendo terreno no concorrido mercado de smartphones, com analistas novamente se apressando em aumentar o preço-alvo para a ação da companhia mais valiosa do mundo.

Pelo menos 14 corretoras revisaram o preço-alvo da ação em 40 dólares em média, após o resultado divulgado na véspera, que superou as estimativas de Wall Street .

A ação da companhia chegou a disparar 10 por cento nesta quarta-feira, e às 12h (horário de Brasília) tinham alta de 8,9 por cento, a 610 dólares. Com isso, o valor de mercado da companhia era de cerca de 575 bilhões de dólares.

"Na noite passada, o desempenho da Apple mais uma vez demonstrou quão rapidamente a febre pelos produtos da empresa está se espalhando ao redor do mundo e esta tendência continua a levar a um significativo resultado financeiro positivo da companhia", disse Brian White, da Capital Markets.

White, que foi o primeiro a estimar que a Apple vai superar os 1.000 dólares por ação no começo deste mês, elevou sua previsão para 1.111 dólares.

Os fortes resultados da companhia seguiram a queda de 13 por cento em suas ações nas últimas semanas, que havia apagado cerca de 78 bilhões de dólares de seu valor de mercado.

Analistas minimizaram preocupações sobre o aumento da concorrência e de pressões nos preços, notando as fortes margens da Apple.

"A boa margem da Apple tem as implicações mais importantes de longo prazo para esta história", disse o analista do Goldman Bill Shope, que elevou o preço-alvo da ação em 100 dólares, para 850 dólares.

O Citigroup foi um pouco mais conservador com seu aumento de 20 dólares para o preço-alvo da ação da Apple, para 720 dólares.

Ajudada por custos menores do que o esperado com commodities, a margem bruta da Apple subiu de 41,4 por cento um ano antes para 47,4 por cento.

"A Apple está construindo uma eficiente cadeia de suprimentos e reutilização de componentes de forma sem precedentes na indústria de tecnologia", disse Kulbinder Garcha, analista do Credit Suisse.