27 de Abril de 2012 / às 14:52 / 5 anos atrás

Recuperação da RIM pode demorar cinco anos, diz Watsa

Por Cameron French

TORONTO, 27 Abr (Reuters) - A Research in Motion pode demorar cinco anos a recuperar seu ímpeto depois dos tropeços recentes, mas as ações da fabricante do BlackBerry oferecem valor ao investidor, às cotações atuais, disse o investidor Prem Watsa.

Falando na assembleia anual de acionistas da Fairfax Financial Holdings, a seguradora canadense que ele comanda, Watsa disse acreditar que os problemas recentes da RIM eram apenas tropeços para uma companhia que ele definiu com “história de sucesso canadense”.

“A situação vai se resolver em três meses, seis meses, nove meses? Não”, ele declarou a repórteres depois da assembleia em Toronto. “Mas se você pensar em prazo de quatro, cinco anos... Nossos investimentos são feitos levando em conta prazos de quatro ou cinco anos”.

As ações da RIM, no passado muito bem cotadas, caíram em 70 por cento nos últimos 12 meses, à medida em que ela perdia mercado para fabricantes rivais de celulares inteligentes, como a Apple, e a demanda por seu tablet PlayBook também despencou.

As ações da RIM em Toronto subiram em quase quatro por cento na tarde de quarta-feira, para 13,90 dólares canadenses, em função de uma reportagem em um blog sobre a companhia, de acordo com a qual ela pretende anunciar seu primeiro modelo BlackBerry 10 em agosto e levá-lo ao mercado em outubro.

A RIM não quis comentar a informação, mencionado sua norma de não comentar sobre rumores e especulações. A companhia anunciou no final de março que o primeiro modelo BlackBerry 10 estava sendo desenvolvido de acordo com o cronograma e chegaria ao mercado no final deste ano.

Watsa, um investidor que busca valor e cuja abordagem e percepção resultam em comparações com Warren Buffett, se tornou parte do conselho da RIM em janeiro, quando da reorganização no comando da empresa que levou Thorsten Heins a substituir os veteranos co-presidentes executivos Jim Balsillie e Mike Lazaridis.

Watsa também elevou a participação da Fairfax na RIM a 5,1 por cento, naquele momento, fazendo de sua companhia uma das maiores acionistas do grupo.

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