Micron tem direito exclusivo de negociar compra da Elpida--fonte

segunda-feira, 7 de maio de 2012 10:58 BRT
 

TÓQUIO, 7 Mai (Reuters) - A Micron Technology conquistou o direito de negociar com exclusividade a compra da Elpida Memory, depois de oferecer mais de 200 bilhões de ienes (2,5 bilhões de dólares) pela fabricante de chips japonesa, disse uma fonte com conhecimento direto do assunto, o que abre caminho para a norte-americana mais que dobrar a participação no mercado mundial.

Ao comprar a Elpida, a Micron elevará sua participação para 25 por cento, superando a sul-coreana SK Hynix e se tornando a segunda maior fabricante mundial dos chips de memória usados em computadores pessoais, de acordo com a consultoria IHS iSuppli. A Samsung Electronics lidera esse mercado.

A Elpida, que fabrica chips usados em tablets e celulares inteligentes, está em busca de um investidor que patrocine sua reestruturação, depois de pedir concordata em fevereiro com um passivo de 448 bilhões de ienes.

Parte dos 200 bilhões de ienes será usada para pagar dívidas da empresa e outra fatia será investida nas operações da companhia, segundo a fonte.

Em primeiro de março, a Elpida detinha 2,1 bilhão de dólares em reservas de caixa e investimentos de curto prazo, enquanto sua dívida de longo prazo era de 2,2 bilhões de dólares, de acordo com o balanço do trimestre encerrado naquela data.

Na rodada final de ofertas, encerrada sexta-feira, a Micron também se ofereceu para manter abertas as duas principais fábricas da Elpida no Japão e garantir provisoriamente os empregos dos funcionários da empresa, disse a fonte.

As ofertas a ajudaram a superar a SK Hynix, que saiu da disputa na semana passada. A TPG Capital, uma empresa de capital privado norte-americana, e a Hony Capital, da China, também apresentaram proposta conjunta na rodada final, segundo a fonte.

Representantes da Micron não foram localizados para comentar de imediato. Os responsáveis pela concordata da Elpida preferiram não comentar.

O plano final de reestruturação da Elpida precisará ser aprovado pela Justiça japonesa e pelos credores da empresa, dos quais nem todos podem ficar satisfeitos com a aquisição.

(Por Maki Shiraki)