Sony prevê sair do vermelho e reduzir pela metade perdas com TVs

quinta-feira, 10 de maio de 2012 11:23 BRT
 

TÓQUIO, 10 Mai (Reuters) - A Sony espera sair do vermelho este ano e planeja reduzir pela metade as perdas na unidade de televisores, responsável pelo forte prejuízo de 5,74 bilhões de dólares que a companhia japonesa registrou no ano fiscal encerrado em março.

As ações da Sony, com valor de mercado de cerca de 15 bilhões de dólares, ou 3 por cento do total da rival Apple, esta semana caíram ao menor nível em 25 anos, sinalizando a perda de vantagem em inovação que a deixou para trás de Apple e Samsung Electronics.

Sob comando de novo presidente-executivo, Kazuo Hirai, a Sony está cortando custos -incluindo a demissão de 10 mil funcionários, ou 6 por cento do seu quadro mundial- como parte do projeto de recuperação da problemática divisão de televisores.

No mês passado, Hirai traçou um cenário futuro impulsionado por aparelhos móveis como o smartphone Xperia, videogames e câmeras, além de equipamentos médicos e baterias para carros elétricos, tudo isso acompanhado por grandes cortes na operação de televisores, que resultou em mais de 12 bilhões de dólares de prejuízo à companhia nos últimos nove anos.

A companhia anunciou nesta quinta-feira que espera vender mais de 33 milhões de smartphones este ano, ante 22,5 milhões no ano passado. Em 2011, a Sony adquiriu a participação da Ericsson na joint venture de celulares formada por ambas, sendo que essas operações serão integradas às suas demais divisões de bens eletrônicos de consumo.

"Sem grandes inovações a Sony fará parte do segundo escalão no mercado de celulares inteligentes", disse SR Kwon, analista setorial da Dongbu Securities, em Seul. "Os celulares inteligentes da Sony simplesmente não me impressionam".

"Será que a Sony vai conseguir grandes melhorias com o tempo? Não me sinto otimista quanto a isso. A questão cambial não é o único problema... o problema maior é que a Sony não está conseguindo acompanhar as tendências de consumo nos televisores e celulares", acrescentou.

(Por Tim Kelly)