Competição no mercado de cartões chega aos portais de pagamentos

quinta-feira, 17 de maio de 2012 14:10 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Além das credenciadoras e das empresas de bandeiras, um outro segmento menos visível do mercado de cartões, o de portal de pagamentos, está vendo uma concorrência em ebulição no Brasil.

A líder Braspag, com cerca de 60 por cento desse mercado de gateways, e que por anos reinou sozinha no segmento, enfrenta a aparição de concorrentes criadas por alguns de seus ex-executivos, casos da maxiPago! e da MundiPagg.

O serviço prestado por essas empresas equivale ao da máquina usada para processar os pagamentos nas lojas (POS), mas para as compras feitas no ambiente virtual. E o interesse pelo segmento cresce à medida que um maior volume das operações com cartões de pagamento migra para as chamadas lojas virtuais.

Não por acaso, a Braspag foi adquirida no ano passado pela Cielo, credenciadora líder no Brasil, segundo a qual sete por cento de suas transações foram feitas por canais como Internet.

O tom da crescente disputa no setor é a percepção comum de que preço apenas já não é suficiente para conquistar a preferência dos lojistas, que cada vez mais demandam serviços que facilitem sua contabilidade, ampliem a segurança contra fraudes e erros e, claro, ampliem as chances de negócios.

"Tem uma avenida enorme para ser percorrida", disse Daniel Bento, ex-presidente da Braspag e co-fundador da recém-criada maxiPago!, com a qual já faz planos de ter 30 por cento do mercado até o final de 2013.

Um de seus principais chamarizes é a tecnologia desenvolvida com a Maas Global Solutions, uma das maiores do ramo nos Estados Unidos, com a qual promete reduzir bastante o número de operações não completadas. Segundo ele, no Brasil, 75 por cento das compras online retornam positivo. Nos EUA, esse índice é de 90 por cento.

Já a MundiPagg, dos sócios Fabio Barbosa e Verena Stukart, ambos também ex-Braspag, acena com recursos inteligentes. O sistema, por exemplo, armazena informações do cliente, facilitando o caminho por ocasião de uma segunda compra.

"Quanto maior o uso da plataforma, mais inteligente ela fica, e consequentemente converte mais vendas para o lojista", disse Stukart, em comunicado.   Continuação...