May 28, 2012 / 5:03 PM / 5 years ago

Ex-presidente enfrentará Olympus em audiência de cinco dias

3 Min, DE LEITURA

Por Kirstin Ridley

LONDRES, 28 Mai (Reuters) - Michael Woodford, presidente-executivo demitido da Olympus, tentará convencer um juiz de Londres de que a companhia japonesa o demitiu porque ele expôs um dos mais graves escândalos empresariais do Japão.

A audiência de cinco dias a partir desta segunda-feira vai novamente voltar as atenções para o escândalo contábil de 1,7 bilhão de dólares que levou à renúncia do conselho e causou grave perda de reputação para a fabricante de câmeras fotográficas e endoscópios.

Woodford, que foi presidente-executivo da Olympus por apenas duas semanas, deve pedir 60 milhões de dólares em indenização, de acordo com o jornal Financial Times.

A indenização serviria para compensar até 10 anos de salários perdidos e pode ser um novo recorde.

Como Woodford apresentou queixa à Justiça do Trabalho britânica alegando que foi demitido por fazer denúncias e que sofreu discriminação, há limites para a indenização a pedir, dependendo então do parecer do tribunal quanto às chances dele de conquistar outro posto como presidente-executivo.

A Olympus surpreendeu alguns consultores jurídicos por não ter chegado a um acordo com Woodford até o momento. Ele já escreveu um livro em japonês sobre suas experiências e planeja lançar um segundo, em inglês, em outubro.

“"Esse caso é um exemplo claro de como um funcionário pode apresentar queixa sem limites de indenização contra seu empregador desde o primeiro dia no emprego e sem condições qualificatórias", disse Anthony Finchm, do escritório de advocacia CMS Cameron McKenna. "Os empregadores muitas vezes se preocupam com os danos que um julgamento pode causar à sua reputação", acrescentou.

Woodford foi demitido por unanimidade pelo conselho da Olympus em outubro de 2011, depois de persistentemnte exigir respostas dos mais importantes executivos da empresa sobre uma série de pagamentos altos e obscuros relacionados a aquisições.

Ele foi instruído a deixar o apartamento em Tóquio, devolver os laptops e celulares e ir para o aeroporto de ônibus.

A Olympus alegou que ele foi demitido porque não compreendia o estilo de gestão da empresa, para a qual trabalhou por 30 anos, ou a cultura japonesa. Mas nas semanas seguintes as autoridades regulatórias descobriram fraudes contábeis surgidas mais de uma década antes.

Por Mark Potter e Dale Hudson

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