SUMMIT-Oi venderá ativos não essenciais para reduzir dívida

quarta-feira, 30 de maio de 2012 16:53 BRT
 

Por Sérgio Spagnuolo e Alberto Alerigi

RIO DE JANEIRO, 30 Mai (Reuters) - A Oi terá uma estratégia agressiva para manter sua base de clientes, após ter se livrado do peso de uma complexa reorganização societária, e deve iniciar no segundo semestre processo de venda de ativos não essenciais para reduzir sua dívida.

"A gente tem uma lista grande de itens que estão sendo discutidos, uma quantidade grande de imóveis que hoje são completamente desvinculados da operação, imóveis vazios por exemplo, e estamos no processo de trabalhar no modelo de monetizá-los", disse o presidente da Oi, Francisco Valim, durante o Reuters Latin American Investment Summit.

Não foi divulgada uma expectativa de quanto pode ser arrecadado com os ativos, mas Valim afirmou serem "valores relevantes", e que haverá mais clareza sobre possíveis transações já no segundo semestre.

"A partir de agora iniciamos todos esses estudos, alguns deles em andamento, outros em precificação, por isso não podemos dar ideia precisa dos valores, mas todos eles são valores significativos e impactariam positivamente no nosso endividamento", acrescentou o executivo nesta quarta-feira.

O grupo encerrou o primeiro trimestre uma dívida líquida pro forma de 17,5 bilhões de reais. A alavancagem medida pela relação entre dívida e geração de caixa (Ebitda) estava em duas vezes.

Valim disse ainda que o cenário atual, com dúvidas quanto ao vigor do crescimento econômico do Brasil, não deve desviar a empresa dos objetivos traçados para 2015, quando prevê fechar o ano com cerca de 107 milhões de unidades geradoras de receita.

"A gente entende que as condições atuais da economia levam para um cenário não diferente do que a gente está hoje projetando", afirmou.

Segundo ele, por exemplo, ficar em casa na Internet ou utilizando a TV paga pode ser mais barato ao consumidor do que muitas outras atividades, como ir ao cinema, e cada vez mais os consumidores consideram acesso a serviços como banda larga algo "essencial".   Continuação...