Receita digital é insuficiente para impulsionar jornais dos EUA

sexta-feira, 1 de junho de 2012 15:14 BRT
 

1 Jun (Reuters) - As tentativas do mercado de jornais de elevar sua receita digital, ao mesmo tempo reduzindo custos, não são suficientes para compensar perdas numa imprensa com dificuldades financeiras crescentes, mostrou um relatório da Moody's nesta sexta-feira.

A agência de classificação de risco, que acompanha o The New York Times, Gannett, Block Communications, McClatchy e Gatehouse Media, classificou a previsão para o mercado como "negativa" pelo declínio das expectativas de lucro.

Os Ebitdas (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) projetados pela Moody's para empresas do setor devem recuar entre 11 por cento e 13,5 por cento neste ano, e cair 12 por cento a 14,5 por cento em 2013.

"Os declínios nas receitas são implacáveis, e os esforços do mercado para impulsionar seus negócios digitais e reduzir custos não são suficientes para compensar a pressão de preços e as perdas em volume de impressão", escreveu o analista sênior de crédito da Moody's, John Puchalla.

De fato, o relatório surge após a organização que acompanha as receitas de jornais dizer que, no primeiro trimestre, a receita de anúncios caíram quase 7 por cento para 5,2 bilhões de dólares. O modesto aumento de 1 por cento em receita digital não foi capaz de compensar um declínio de 8 por cento em receita impressa, de acordo com a Newspaper Association of America.

Atormentada por quedas na receita advinda de anúncios e leitores que decidem se informar por outros meios, jornais têm cortado custos ao longo dos últimos anos -reduzindo, por exemplo, o número de dias em que o produto impresso é disponibilizado.

(Reportagem de Jennifer Saba)