Gargalo impede Samsung de atender à demanda do Galaxy S III

terça-feira, 26 de junho de 2012 10:36 BRT
 

SEUL, 26 Jun (Reuters) - A dificuldade da Samsung Electronics em atender à forte demanda pelo novo smartphone Galaxy S III pode ter custado à sul-coreana a venda de 2 milhões de unidades em apenas um mês.

Para uma empresa que nunca tinha experimentado o mesmo sucesso da Apple num lançamento, a grande demanda é um problema até bom, mas o gargalo na produção prejudicou parte das vendas na Europa e obrigou algumas operadoras norte-americanas a adiarem as entregas.

O Galaxy S III foi o smartphone da Samsung que recebeu as melhores críticas e está para bater o recorde da fabricante em velocidade de vendas, com mais de 10 milhões de unidades nos dois primeiros meses.

O lançamento aconteceu em um momento oportuno, já que o próximo iPhone só deve sair no final do ano e concorrentes como Google e Microsoft parecem não ter atraído muita atenção no mercado.

"A Samsung talvez tenha sido pega de surpresa pela demanda, não é que subestime os próprios produtos. O provável é que tenha superestimado os concorrentes", disse Carolina Milanesi, analista do Gartner. "Em outras palavras, além do iPhone e do oneX, da HTC, no momento não existe grande concorrência no mercado, e isso certamente pode ter ajudado a Samsung", acrescentou.

Os analistas acreditam que a falta de Galaxy seja apenas temporária, apesar de já ter custado 2 milhões de unidades não vendidas no segundo trimestre.

A Samsung prevê outro trimestre de receita recorde para a divisão de celulares, com ajuda do modelo anterior Galaxy II S e da combinação de celular e tablet Galaxy Note.

O Barclays reduziu a projeção de vendas do Galaxy S III no segundo trimestre de 8 milhões para 6,5 milhões, mas elevou em um milhão, para 15 milhões, a projeção para o trimestre seguinte.

A Samsung diz já ter solucionado a falta de peças e que está correndo para atender à demanda. “"É simples: a demanda superou nossa expectativa, mas isso não quer dizer que nossa previsão era muito conservadora", afirmou a Samsung à Reuters.

(Por Miyoung Kim)