Nokia deve apresentar prejuízo trimestral ainda maior

quarta-feira, 11 de julho de 2012 10:54 BRT
 

HELSINQUE, 11 Jul (Reuters) - Os resultados trimestrais que a Nokia apresentará na próxima semana devem ser de um prejuízo ainda maior, tendo em vista que as vendas dos smartphones com sistema operacional da Microsoft não devem subir antes do fim deste ano.

A segunda maior fabricante mundial de celulares chegou com atraso ao mercado de celulares inteligentes, permitindo que a Apple e a Samsung Electronics o dominassem. A fabricante está contra-atacando com a linha de celulares Lumia, que usa Microsoft Windows.

Os aparelhos receberam algumas críticas positivas, mas não tiveram grande sucesso entre os consumidores, e suas vendas, lentas por enquanto, vêm prejudicando os esforços de recuperação da Nokia.

No segundo trimestre, as três grandes agências de classificação de crédito rebaixaram os títulos da Nokia para o grau de "junk", e a companhia fez dois alertas de lucro e anunciou a demissão de 20 por cento dos funcionários.

A Microsoft causou novo revés à Nokia ao anunciar que os atuais modelos Lumia não funcionarão com seu novo sistema operacional, o que os tornará obsoletos. Analistas dizem que as vendas dos modelos Lumia serão modestas até que a Nokia lance novas versões, no quarto trimestre.

"A questão é: até que ponto o quarto trimestre será ruim? Até que ponto a queda se estenderá?", questiona Hannu Rauhala, analista da Pohjola.

A Nokia deve ter prejuízo operacional de 236 milhões de euros na divisão de celulares no segundo trimestre, quase o dobro do prejuízo de 127 milhões de euros no trimestre anterior, de acordo com uma pesquisa da Reuters com 38 analistas.

Os analistas esperam que a empresa lance mais modelos básicos de celulares para reduzir o prejuízo operacional da divisão a 149 milhões de euros no terceiro trimestre.

A projeção é de que o prejuízo líquido total da empresa caia para 557 milhões de euros no terceiro trimestre, ante 706 milhões no segundo.

As ações da Nokia caíram nesta semana para menos de 1,50 euro pela primeira vez desde 1996, acumulando uma perda de mais de 60 por cento em um trimestre.

(Por Tarmo Virki)