Redes sociais caçam predadores sexuais,com resultados incertos

quinta-feira, 12 de julho de 2012 10:53 BRT
 

SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - Em 9 de março, um software do Facebook registrou algo de suspeito. Um homem com pouco mais de 30 anos estava conversando com uma menina de 13 anos do sul da Flórida, e planejava um encontro com ela na saída do colégio, no dia seguinte.

A extensa mas pouco conhecida tecnologia do Facebook para filtrar conversas e mensagens em busca automática de atividade criminosa encaminhou um alerta sobre o diálogo a funcionários da companhia, que rapidamente chamaram a polícia.

Policiais assumiram o controle do computador da adolescente e detiveram o homem no dia seguinte, diz Jeffrey Duncan, agente do departamento de polícia da Flórida. O suposto predador se declarou inocente de múltiplas acusações de solicitar favores sexuais a uma menor de idade.

"A maneira e a terminologia do contato deles conosco nos propiciou a capacidade de reagir o mais rápido possível", disse um dos diversos policiais entrevistados que elogiaram o Facebook por dar origem a esse tipo de investigação.

O Facebook está entre as diversas empresas que empregam uma combinação de novas tecnologias e vigilância humana para conter a ação dos predadores sexuais. Esses esforços normalmente começam por meio de recursos de filtragem automatizada de linguagem e trocas de informações inapropriadas, e se estendem ao uso de fichas de pedófilos condenados e registros sobre suas conversas no site para ensinar ao software o que procurar.

Mas mesmo que agora existam técnicas defensivas, e que elas sejam eficientes, seu uso pode ser caro. Elas também podem alienar partes da audiência de um site -especialmente os adolescentes, que desejam maior liberdade de expressão. Embora muitos dos principais sites que atendem a crianças sejam bastante vigilantes, o mesmo não ser dito sobre a ampla gama de opções online para os jovens dos 13 aos 18 anos.

"Existem companhias que estão fazendo um ótimo trabalho, trabalhando no limite de suas disponibilidades", diz Brooke Donahue, agente especial encarregada de uma equipe da polícia federal dos EUA (FBI) que combate predadores na Internet e pornografia infantil. "Já outras empresas se preocupam mais com o lucro."

USUÁRIOS PICANTES, BOAS RECEITAS

Os sites dirigidos a crianças com menos de 13 anos são muito diferentes daqueles que atendem a grandes audiências de adolescentes.   Continuação...