Lenovo se aproxima de liderança mundial nos computadores

segunda-feira, 16 de julho de 2012 10:10 BRT
 

Por Lee Chyen Yee

HONG KONG, 16 Jul (Reuters) - O Lenovo Group está a caminho de ultrapassar a Hewlett-Packard e se tornar o maior fabricante mundial de computadores pelo critério de faturamento, este ano, o que faria dele a primeira empresa chinesa a se tornar líder mundial no setor de tecnologia.

A ascensão do fabricante do ThinkPad destaca o avanço das companhias chinesas de tecnologia no cenário mundial, nos últimos anos, graças a uma combinação de políticas de preço agressivas, aquisições no exterior e exploração de um mercado interno em rápido crescimento.

No entanto, os analistas também alertam que os rápidos avanços do Lenovo em participação de mercado tiveram um custo em termos de margem de lucro, e agora a companhia precisa enfrentar o crescimento desacelerado no mercado de computadores pessoais e rivais difíceis no segmento de tablets.

"É apenas questão de tempo para que o Lenovo chegue à liderança, e não seria surpresa se isso acontecesse ainda este ano", disse Frederick Wong, diretor executivo da Avant Capital Management (Hong Kong), que detém ações do Lenovo.

Ele acrescentou, porém, que a concorrência no setor de tablets e as perspectivas desfavoráveis no setor de computadores pessoais pressionariam o Lenovo.

A companhia se tornou a segunda maior fabricante mundial de computadores no segundo trimestre de 2011 e detinha 14,9 por cento do mercado mundial no segundo trimestre, apenas 0,6 por cento abaixo dos 15,5 por cento da HP, de acordo com os dados mais recentes do grupo de pesquisa IDC. Dados da Gartner, outra empresa de pesquisa de tecnologia, mostram distância ainda menor, com o Lenovo apenas 0,2 por cento atrás da HP.

Em outro segmento da tecnologia, a Huawei Technologies , da China, segunda maior fabricante mundial de equipamento para telecomunicações, era vista como candidata a superar a sueca Ericsson pelo critério de faturamento, em 2011, e atingir a liderança do mercado. Mas os gastos lentos com telecomunicações, a competição ferrenha no mercado de celulares e a dificuldade da empresa para ganhar espaço no competitivo mercado norte-americano não permitiram que essa previsão se confirmasse.

(Reportagem adicional de Vikram Subhedar)