Vivendi considera venda da GVT, dizem fontes

quinta-feira, 19 de julho de 2012 15:55 BRT
 

Por Sophie Sassard e Leila Abboud

LONDRES/PARIS (Reuters) - A Vivendi está considerando vender a operadora brasileira de telecomunicações GVT, afirmaram fontes com conhecimento do assunto, em uma operação que poderá ajudar as ações do grupo francês a recuperar terreno.

Analistas estimam que a GVT vale entre 7 bilhões e 8,5 bilhões de euros (até 10,42 bilhões de dólares) e a avaliação da Vivendi ocorre depois que as conversas iniciais do grupo francês para se desfazer da unidade de videogames Activision Blizzard encontraram poucos interessados, ante o preço buscado pela Vivendi, afirmaram as fontes.

O grupo francês assumiu o controle da GVT em novembro de 2009 por 2,9 bilhões de dólares, quando sua oferta de 56 reais por ação da operadora superou a proposta de 50,5 reais feita pela Telefónica, que considerava a empresa como essencial para sua estratégia no Brasil.

Investidores da Vivendi inicialmente criticaram o alto preço da aquisição, mas eventualmente passaram a apreciar a GVT assim que a empresa começou a elevar os resultados do grupo francês.

"Uma venda da GVT não é mais um tabu e agora está sendo considerada internamente", disse uma das fontes. Um porta-voz da Vivendi em Paris afirmou apenas que o grupo não comenta rumores e representante da operadora brasileira não se pronunciou sobre o assunto.

Apesar de nenhum banco ter sido contratado para vender a GVT, o pensamento do conselho do grupo evoluiu recentemente de considerar a companhia brasileira como um ativo essencial para uma avaliação que permitiria a venda da operadora pelo preço correto.

A Vivendi, um conglomerado que atua em áreas que vão do entretenimento a telecomunicações, está revendo sua estrutura para reverter uma queda contínua no preço de suas ações. Bancos de investimento estão lançando ideias para venda de unidades ou divisão completa dos negócios do grupo.

A GVT registrou no primeiro trimestre crescimento anual de mais de 30 por cento em sua receita, após um forte avanço nas linhas em serviço. Já a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) saltou 28,3 por cento.   Continuação...

 
O presidente-executivo da Vivendi, Jean-Bernard Levy, fala durante uma apresentação em Paris, na França. 01/09/2010 REUTERS/Philippe Wojazer