ENTREVISTA-Dell quer criar divisão de software de US$5 bi

sexta-feira, 20 de julho de 2012 12:12 BRT
 

Por Poornima Gupta

SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - O novo chefe da área de software da Dell tem planos de aumentar em cinco vezes o tamanho da divisão, uma meta que poderá tornar a área responsável por pelo menos 25 por cento do lucro da terceira maior fabricante de computadores do mundo.

John Swainson, ex-presidente executivo da CA Technologies que ingressou na Dell em fevereiro, disse que o negócio de software tem margens maiores que a maioria das outras unidades da companhia, mas não é grande o suficiente para fazer diferença neste momento.

A Dell tem diversificado ativamente seus produtos e negócios além dos computadores pessoais, um mercado cujo crescimento está desacelerando à medida que o iPad, da Apple, e outros dispositivos móveis, tomam clientes. A companhia disse que vê softwares e serviços como áreas importantes para o crescimento.

Swainson quer que o negócio de software da Dell entregue uma "significativa contribuição" ao lucro da companhia.

"A medida em que se chega a uma cifra como 5 bilhões de dólares, começa a ser um número significativo no lucro", disse o executivo à Reuters. "Se você tem 5 bilhões de dólares no negócio de software com 30 por cento de margem, isso seria equivalente a cerca de 1,5 bilhão de dólares em lucro líquido".

O negócio de software da Dell atualmente gera cerca de 1,2 bilhão de dólares do total de 60,2 bilhões de dólares em receitas anuais da empresa.

Swainson não deu um prazo para quando espera atingir a meta de receitas, mas disse que a aquisição da Quest por 2,4 bilhões de dólares é um dos componentes da estratégia.

O segmento de software é uma parte do plano da companhia para transformar a corporação de apenas uma empresa de PCs para um ponto de parada para todas as necessidades de Tecnologia da Informação das corporações.

A Dell, no entanto, não está planejando comprar mais nenhuma companhia de software do tamanho da Quest no curto prazo, mas continuará a olhar "ativamente" boas oportunidades de aquisição, disse Swainson.

A companhia também está se focando nos mercados emergentes para crescer. O presidente-executivo, Michael Dell, disse mais cedo nesta semana que continua otimista com regiões como China, seu maior mercado fora dos Estados Unidos, apesar dos "desafios" de desaceleração dos negócios.