Lucro da Telefônica Brasil cai 5,6% no 2o trimestre

quarta-feira, 25 de julho de 2012 09:41 BRT
 

SÃO PAULO, 25 Jul (Reuters) - A Telefônica Brasil encerrou o segundo trimestre com queda ligeiramente maior que a esperada no lucro líquido, em meio a um recuo de dois dígitos nas receitas com telefonia fixa e a apesar do grupo ter obtido queda nos custos operacionais.

A companhia, que vende serviços de telefonia fixa e celular, banda larga e TV por assinatura sob a marca Vivo, obteve lucro líquido de 1,085 bilhão de reais, queda de 5,6 por cento sobre o mesmo período do ano passado. Analistas consultados pela Reuters, esperavam, em média, ganho de 1,127 bilhão de reais no segundo trimestre.

O grupo registrou uma geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) 1 por cento maior no período, a 3,093 bilhões de reais, com margem praticamente estável, passando de 37,1 para 37,5 por cento. A expectativa do mercado era de um Ebitda de 2,827 bilhões de reais.

Segundo a Telefônica Brasil, o desempenho do Ebitda sofreu impactos não recorrentes no segundo trimestre. A empresa registrou ganhos com reversão de provisão (244 milhões de reais) e venda de ativos não estratégicos da operação móvel (181,6 milhões de reais), mas perdas com gastos de integração referentes à unificação da marca (64 milhões de reais) e com a redução nas tarifas de interconexão (VUM), que geraram impacto de 68,4 milhões de reais.

A receita líquida da telefonia fixa recuou 11,7 por cento no período, para 3,115 bilhões de reais, enquanto o faturamento com serviços celulares subiu 10,9 por cento, a 4,96 bilhões de reais.

No total, a receita operacional líquida do grupo recuou 0,2 por cento na comparação anual, a 8,243 bilhões de reais, com custos operacionais caindo 0,9 por cento, para 5,150 bilhões.

No segmento móvel, a operadora registrou uma queda de 52,9 por cento nas adições líquidas, para 936 mil no segundo trimestre, confirmando expectativas do mercado de desaceleração da telefonia celular em um momento de pressão sobre as empresas do setor marcada por aumento da competição, queda de tarifas de interconexão e condições econômicas mais fracas do país. Com isso, a participação de mercado em adições da operadora recuou 11,4 pontos percentuais no período, a 17,6 por cento.

Enquanto isso, a Telefônica apurou uma queda de 7 por cento na receita média por usuário (Arpu) da telefonia celular, para 21,9 reais, no segundo trimestre. A empresa afirmou que a queda no Arpu deveu-se a uma "maior quantidade de clientes pré-pagos e dos planos controle em relação ao mesmo período do ano anterior e do efeito da redução da VUM".

A empresa encerrou o segundo trimestre com uma base de 3,717 milhões de clientes de banda larga fixa, expansão de 7,1 por cento sobre o mesmo período de 2011. Em TV por assinatura, a base de acessos caiu 4,6 por cento, a 650 mil, refletindo "redução da atividade comercial desse serviço, prevista até o lançamento da nova plataforma de TV no segundo semestre deste ano".

A Telefônica Brasil encerrou o trimestre passado com dívida líquida de 3,174 bilhões de reais, caindo ante os 3,214 bilhões registrados no mesmo período de 2011. No final da terça-feira, a empresa divulgou que seu conselho autorizou emissão de até 2 bilhões de reais em debêntures, com prazo máximo de até sete anos.

(Por Alberto Alerigi Jr.)