Chinesa ZTE busca dobrar embarques de celulares e tablets

terça-feira, 28 de agosto de 2012 10:48 BRT
 

HONG KONG, 28 Ago (Reuters) - A chinesa ZTE, quarta maior produtora mundial de celulares, anunciou na terça-feira que pretende mais que dobrar seus embarques de celulares inteligentes e tablets em 2012, para tentar atender à florescente demanda mundial.

A ZTE, que também ocupa o quinto posto entre os fabricantes de equipamentos para telecomunicação, anunciou na terça-feira que planeja embarcar 40 milhões de celulares inteligentes neste ano, ante 15 milhões em 2011, e que pretende vender cerca de um milhão de tablets, o dobro do total de 2011.

Dos 40 milhões de celulares inteligentes, mais de metade devem ser vendidos na China, disse a empresa.

"Nossos celulares inteligentes estão sendo bem vendidos em certos mercados maduros como os Estados Unidos, Europa, Austrália e alguns países emergentes", disse o vice-presidente Zheng Renjun à Reuters durante um evento da companhia.

A meta de 40 milhões de celulares inteligentes que o grupo adotou é superior à estimativa de 30 milhões que a ZTE ofereceu a analistas na semana passada após a divulgação de seus resultados.

A ZTE registrou queda de 85 por cento em seu lucro no segundo trimestre, com queda de margens devido às vendas fracas de equipamentos e à feroz concorrência no segmento de celulares.

A companhia sediada em Shenzhen, que lançou seu primeiro celular na África mais de 10 anos atrás, anunciou em abril que pode ser capaz de embarcar 100 milhões de celulares inteligentes ao ano em 2015.

A ZTE, com modelos de celulares como o Blade, Skate, Era e Tania, este equipado com o Windows, tem buscado se diversificar na oferta a consumidores, e vende dongles, celulares inteligentes e tablets.

Em fevereiro, lançou seu primeiro tablet nos EUA, com a parceira Sprint Nextel.

O tablet Optik, acionado pelo Android, conta com um revestimento de borracha exclusivo que impede que escorregue e está à venda por 100 dólares para quem assina contrato com a operadora e 350 dólares para quem não o faz, o que o torna muito mais barato que o mais recente iPad, cuja versão mais barata custa 499 dólares.

(Por Lee Chyen Yee)