Olympus e três ex-executivos admitem culpa em escândalo contábil

terça-feira, 25 de setembro de 2012 07:54 BRT
 

TÓQUIO, 25 Set (Reuters) - A Olympus e três ex-executivos da fabricante japonesa se declararam culpados nesta terça-feira das acusações de uma irregularidade contábil de 1,7 bilhão de dólares, um dos maiores escândalos corporativos do Japão.

O escândalo veio à tona em outubro do ano passado por meio de Michael Woodford, demitido do cargo de presidente-executivo por ter levantando ressalvas quanto aos negócios que, como posteriormente se descobriu, foram usados para disfarçar perdas.

"Toda a responsabilidade recai sobre mim e sinto muito por ter causado problemas para nossos parceiros comerciais, acionistas e para o público em geral", disse o ex-presidente do conselho Tsuyoshi Kikukawa no início da audiência nesta terça-feira. "Assumo toda a culpa pelo que aconteceu".

Procuradores acusaram Kikukawa, o ex-vice-presidente-executivo Hisashi Mori e o ex-auditor Hideo Yamada de inflarem o valor líquido da companhia durante cinco anos fiscais até março de 2011.

Os procuradores não especificaram quais penas irão sugerir para os três, mas advogados disseram que os ex-executivos podem ser condenados a até dez anos de prisão e multas de até 10 milhões de ienes (128,4 mil dólares). A companhia pode ser multada em mais de 100 milhões de ienes, de acordo com a imprensa japonesa.

O impacto que a Olympus sofrerá por ter admitido a culpa dependerá do tipo de sentença, incluindo uma possível multa, que a Justiça japonesa emitirá, disse um porta-voz da fabricante. A decisão, segundo ele, vai demorar meses para sair.

A Olympus já havia admitido ter usado irregularidades contábeis para maquiar perdas em investimentos a partir dos anos 1990.

(Por Antoni Slodkowski)